Alunos reclamam no Ministério da Educação sobre a interrupção das aulas
OPINÓLOGO começa esta notícia um pouco constrangido, para dizer a verdade: como é que pode, justo no dia em que uma emissora de televisão – a Band – resolveu cobrir a manifestação dos estudantes da UniverCidade, no Rio de Janeiro, haver menos gente do que nas demais vezes??? Difícil entender!!! Mas, como disse uma aluna a este jornalista que lhes escreve, o evento teria sido mais proveitoso, desde então. Um novo protesto aconteceu, no final da tarde desta quarta-feira (25/4), em frente à sede do grupo Galileo Educacional, no Centro.
Poderia se dizer que, os estudantes da UniverCidade são formados pelas classes B, C – principalmente – e D. Enquanto, os de uma grande faculdade pública, A, B e um pouquinho de C, embora não tenha sido divulgado nenhuma estatística. Mas, veja, então, a inversão ideológica: os que têm dinheiro e estudam de graça pelo governo protestam em massa. Já os que ralam o mês inteiro pra pelo menos pagarem a mensalidade em dia, se calam e/ou se escondem!!!
Agora, voltando à chamada desta matéria. No recente protesto, os presentes disseram que estariam organizando uma segunda assembléia de alunos: desta vez, em frente à sede do grupo gestor, na Rua Sete de Setembro, 66, no Centro, por volta das 18h do próximo dia 2/5. Os manifestantes se concentrariam em frente ao Tribunal de Justiça do RJ (TJRJ), por volta das 16h, e de lá, seguiriam em direção à Assembléia Legislativa do Estado do RJ (Alerj), para finalmente chegar à Galileo Educacional.
Alunos reclamam direto com o MEC
Dois alunos teriam enviado reclamação via e-mail para o Ministério da Educação (MEC), nessa quarta-feira (25). E um deles teria sido orientado a procurar os órgãos de defesa do consumidor. OPINÓLOGO reproduz, abaixo, uma delas, a do estudante de Direito Marcello Dias, da unidade Méier, ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante:
“Exmo. Sr. Ministro da Educação Sr. Aloizio Mercadante,
Venho por meio desta missiva buscar apoio neste Ministério, afim de sanarmos os problemas que estão ocorrendo com instituições particulares de ensino no Rio de Janeiro. Neste caso específico, a Instituição UNIVERCIDADE, gerida pelo Grupo Galileo de Ensino.
Exa., o ensino Superior neste país ainda é um luxo de poucos, visto que as instituições publicas não comportam a massa de estudantes que adentra anualmente ao ensino universitário e por isso, uma parcela da sociedade opta pelo ensino particular. No entanto, Exa, como qualquer outra instituição de ensino, estas devem ser fiscalizadas por este Ministério, pois a regulamentação vale para todos, ou não?!
Estamos passando por um momento caótico e lamentável na prestação do ensino nesta instituição, já que ESTAMOS SEM AULAS HÁ 3 SEMANAS, por causa da inércia e incompetência do grupo administrador em sanar suas pendências trabalhistas com os docentes. E nós, os alunos, é que somos prejudicados??
Ministro, seu Partido Politico ( PT), sempre obteve uma margem considerável de votos no Estado do Rio de Janeiro, não está na hora de V.Exa. e seus assessores verificarem o que acontece por aqui, no âmbito de seu Ministério, ou seja, na Educação??
Existe algum impedimento legal para que o MEC (que já interferiu uma vez na Instituição) tenha se mantido a distância neste caso, sem qualquer manifestação, uma vez que vários emails e mensagens foram passados a Vossa assessoria ou será que existe algum interesse “particular” dos “donos” destas instituições em falir de vez o ensino?
Abaixo, estarei listando um resumo do que estamos passando e pedindo encarecidamente que V. Exa e demais autoridades competentes, se dignifiquem a olhar o caso em tela, já que nos parece ser o primeiro de muitos movimentos que irão emergir nas instituições de Ensino Particular no Rio de Janeiro.
1- Aulas Interrompidas desde 09/04
2- Semestre perdido
3- pagamentos das mensalidades em dia
4- professores sem salário
5- instituição alega que não existe greve, mesmo sem aulas há 3 semanas
6- NENHUM posicionamento do MEC. Nenhuma interferência legal.
O que nos parece é que esta Instituição - Grupo Galileo, esta em busca de um pedido de Falência da instituição e com isso, o MEC assume a responsabilidade.
Até quando este Ministério irá ficar nesta inércia?
Senhores, não custa lembrar que há pouco tempo atrás um grupo de estudantes iniciou um movimento que culminou na derrubada de um presidente da República. Será necessário colocarmos “o bloco na rua” novamente, para que tenhamos nossos direitos de consumidores, cidadãos e estudantes respeitados?
Atenciosamente,
Marcello Dias”
Dados como período e matrícula do aluno não foram colocados, no intuito de preservá-lo.
Sobre as provas
Imagem feita por estudante da UniverCidade
e cedida ao OPINÓLOGO
| Foto tirada em frente ao prédio C, da unidade Ipanema. |
Muitos estudantes têm dito ao OPINÓLOGO, que estariam preocupados com as provas, uma vez que o calendário foi apenas prorrogado por mais uma semana, e não suspenso. Os professores afirmaram que ninguém seria prejudicado. Sabe-se que, na unidade Praça Onze vários professores continuam lecionando, normalmente. Já em Ipanema, por exemplo, bem menos. E ao que parece, um de Legislação do Varejo (foto), nessa terça-feira (24).
Nova assembléia de professores
Os docentes agendaram uma nova assembléia, às 18h desta quinta-feira (26), no sindicato da categoria (Sinpro-Rio). Lá, eles decidirão se mantêm ou não a greve por mais algum tempo. Já faz três semanas que eles não dão aulas.
Leia também:
Galileo Educacional descumpre pagamento e professores da UniverCidade decidem continuar greve
UniverCidade: funcionários administrativos fazem manifestação em frente à sede da Galileo Educacional
UniverCidade: funcionários administrativos entram em greve
UniverCidade: estudantes ocupam a sede da Galileo Educacional
UniverCidade: greve se estende para maio
Galileo Educacional descumpre pagamento e professores da UniverCidade decidem continuar greve
UniverCidade: funcionários administrativos fazem manifestação em frente à sede da Galileo Educacional
UniverCidade: funcionários administrativos entram em greve
UniverCidade: estudantes ocupam a sede da Galileo Educacional
UniverCidade: greve se estende para maio
Em relação a baixa presença dos alunos da Univercidade nos protestos, sou aluna da Freguesia, já que foi mencionado o fato de serem trabalhadores em grande maioria classe B e C será que essa ausência não seria pelo fato desses alunos estarem em expediente de trabalho. E mesmo querendo muito não podem se ausentar dos mesmos e os colocarem em risco. E não por serem omissos e se calarem ? ...
ResponderExcluirA paciência termina quando começa o abuso. Sou estudante de Direito (penúltimo período). Como disse um colega acima, se a Galileu não paga nem vale transporte aos empregados, a situação é apocalíptica. Trocando em miúdos: o tal grupo Galileu está falido. Consequência: ñ pagarão aos professores salvo compelidos por ação judicial. Com o judiciário moroso até que seja descortinada a pessoa jurídica e atingido o patrimônio dos sócios para a quitação dos débitos trabalhistas, o semestre já terá acabado para nós alunos. A não ser que os professores aceitem pagar para trabalhar, voltando à ministrar aulas e a aplicar provas. Do contrário perderemos o semestre. Em suma, a greve ñ acabará neste semestre. Tomara que eu esteja errado.
ResponderExcluirConcordo com a colega Aline. Meu nome é Simone, sou aluna da Univercidade unidade Méier e, por várias vezes tive que sair bem mais cedo do meu trabalho para assistir as aulas.Portanto , como trabalho ,não posso sair mais cedo nem faltar para me dedicar a protestos. As Instituições públicas tem, em sua maioria, alunos que só estudam,não precisam trabalhar.Talvez por isso consigam um maior quorum.
ResponderExcluirmeu nome é julio aluno da gonçalves dias. Absurdo essa situação sou aluno de direito e sempre honrei meu compromisso com a instituição me sinto tão lesado que não sei nem por om=nde reclamar. mas é certo que vou buscar meus direitos e isso não ficará assim. quanto a manifestação trabalho o dia inteiro bem que queria ir mas tenho jornada dupla de trabalho e estudo.
ResponderExcluirConcordo plenamente com a colega Aline! Como conseguirei participar de uma manifestação se estou no meu horário de trabalho? Aí vou para a manifestação, perco o emprego e aí mesmo q não me formo! julgar é muito fácil, numa faculda pública é muito fácil, até pq a sua maioria, até mesmo pelo calendário de aulas, não trabalha.
ResponderExcluirSou aluno da univercidade unidade ipanema, gostaria de saber se há alguma ligação afetuosa Ronald X Palácio do Planalto.
ResponderExcluirEsse senhor nunca cumpriu com as suas obrigações e continua impune, engraçado, no dia anterior ao da reunião dos professores, fiquei sabendo que o Ronald reuniu ministros,desembragadores e demais autoridades em sua residência e no dia seguinte a juiza que estava a frente do caso -GREVE NA UNIVERCIADE- abandonou a assembleía dos professores misteriosamente, aí tem.Na qualide de jovem,estudatne gostaria de continuar acreditando nas autoridades no nosso Brasil.
Postar um comentário
Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.
O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.