sexta-feira, 13 de abril de 2012

UniverCidade: reunião entre pró-reitor e professores é marcada pela falta de transparência, dizem participantes

Pagamentos não atrasariam mais a partir de maio, afirma Galileo Educacional.

Os professores da UniverCidade, no Rio de Janeiro, disseram ao OPINÓLOGO que a reunião realizada entre eles e o pró-reitor, Wanderley Cantieri, nesta sexta-feira (13/4), teria sido marcada pela falta de transparência. Supostamente, o representante da Galileo Educacional teria deixado de responder a várias perguntas, por exemplo, se o grupo controlador, ao comprar a instituição, também teria assumido o passivo (as dívidas). Outra alegação dos participantes é que o pró-reitor teria, supostamente, tentado “desagregar” a união dos docentes, por querer conversar separadamente com cada um ou com vários grupos pequenos. Esse teria sido um dos momentos em que os ânimos ficaram exaltados, porque os professores não admitiram, o que eles consideraram uma “manobra”, o porquê de não responder a todos de uma só vez no teatro da instituição. Tinha até segurança no local!!! O encontro ocorreu às 9h da manhã, no campus Ipanema. Mas, Cantieri teria chegado com uma hora de antecedência e já estaria conversando separadamente.

Mas, os professores não teriam sentido confiança nas palavras do representante da instituição, uma vez que ele teria se negado a assinar um documento se comprometendo com as reivindicações dos funcionários. Além disso, a conversa não pôde ser gravada em áudio e/ou vídeo. “Já não é primeira vez que a faculdade deixou de cumprir o que prometia. Às vezes, diziam que o dinheiro estaria depositado no dia tal na nossa conta, e o mesmo só caía alguns dias depois. E também nem cumpriram o que foi acordado com o Sindicato [Sinpro-Rio] na Justiça Trabalhista”, comentou um docente ao OPINÓLOGO.

A única coisa que talvez esteja certa é o pagamento de março, que cairia hoje (13), considerando que, a promessa era de até ontem (12). Foi a única certeza que o pró-reitor deu. Ainda não se tem informações de o dinheiro já ter caído nas contas. Quanto aos 30 por cento do salário de dezembro, FGTS atrasados, INSS e demais solicitações, ele disse que responderia mais para frente.

E ao que parece, a partir de maio próximo, não haveria mais atrasos. Segundo, Cantieri, a fusão entre Universidade Gama Filho (UGF) e UniverCidade não teria sido concluída. Mas, disse que entendia a posição de todos.

Não houve avanços na reunião. Então, os professores teriam decidido que, sem dinheiro, não voltam a dar aulas. No entanto, só amanhã (14), é que haverá uma posição oficial, durante uma assembléia no sindicato da categoria, que está marcada para o meio-dia, na Rua Pedro Lessa, 35, no Centro.

A suposta falta de transparência do grupo gestor poderia ser atribuída, especialmente, à falta de comunicação. Se a Galileo Educacional tivesse avisado aos alunos, por exemplo, com pelo menos 45 dias de antecedência, sobre os reajustes elevados, talvez não tivesse ocorrido todo esse reboliço. Mas, todos [da UGF e UniverCidade] foram pegos de surpresa. Além de não passar todas as informações questionadas pelos docentes, tampouco responde à imprensa. É incompreensível que, tendo adquirido duas faculdades de comunicação social, que a instituição não tenha colocado em prática o que oferece em sala de aula. É como diz aquele velho ditado: “quem cala, consente!”

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