Sindicato dos Professores discutirá com Ministério Público providências quanto à crise
“Sem salário, não há aula”. Foi o que disseram os professores da UniverCidade, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (19/4), durante assembléia realizada no sindicato da categoria (Sinpro-Rio). Por unanimidade, todos decidiram manter a greve. Também estavam presentes representantes da União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE-RJ), da Federação dos Trabalhadores da Rede de Ensino do RJ (Feteerj) e do Sindicato dos Médicos.
Mas, até lá, como ficam também os alunos??? Pois, mesmo os docentes alegando que eles não seriam prejudicados, já estão sendo, porém pela instituição, já que o contrato dos estudantes é com a mesma, não com os professores. O OPINÓLOGO recebeu e-mail de um estudante de Direito, que enviou nota em nome de toda a classe, se queixando de que nas manifestações, os direitos dos alunos não estariam sendo explicitados. Contudo, é preciso fazer uma observação quanto a isso: no protesto de ontem (18), por exemplo, em frente à sede da Galileo Educacional, no Centro, os manifestantes chegaram a reclamar com os policiais do fato de estarem pagando e sendo lesados como clientes de um serviço. Nota-se que, com o silêncio da UniverCidade – por ignorar aos seus próprios funcionários, clientes e à imprensa – poderia estar ocorrendo uma suposta inversão de valores: alguns estudantes já estariam deixando de ver seus mestres como vítimas, e sim, como vilões. No entanto, é como foi explicado neste parágrafo.
O Sinpro-Rio divulgou o calendário dos eventos da próxima semana: na próxima terça-feira (24), às 18h, haverá uma manifestação na unidade Praça XI, que tem tido aulas normalmente. Às 18h30, uma assembléia de estudantes com a UEE-RJ, no sindicato dos docentes. Nesse encontro será discutido se os alunos devem ou não continuar pagando a mensalidade. Já na quarta-feira (25), às 17h, outra manifestação. Dessa vez, o caminho será inverso: o ponto de concentração será a sede do grupo gestor, com caminhada para a unidade da Gonçalves Dias. E na quinta-feira (26), às 9h da manhã, novo protesto no campus Ipanema. E às 18h, nova assembléia com os professores.
Também na quinta-feira que vem (26), representantes do Sinpro-Rio terão uma reunião com o Ministério Público para discutir a crise.
Sobre o bloqueio da conta da Galileo Educacional
Conforme divulgado por OPINÓLOGO, nesta quinta-feira (19), a conta corrente da Galileo Educacional foi bloqueada pela 22ª Vara do Trabalho, e o dinheiro seria utilizado para pagar aos docentes demitidos em dezembro passado. Embora a decisão da juíza seja recente, o pedido de bloqueio foi feito há bastante tempo pelo Sindicato.
Unidades sem aula
OPINÓLOGO tem recebido mensagens de estudantes, dizendo que unidades como Ipanema, Gonçalves Dias, Méier, Campo Grande e Freguesias estariam às moscas.
Provas
Os estudantes demonstraram estar muito preocupados com a suspensão das aulas, especialmente, porque, na próxima terça-feira (24), já começam as primeiras provas deste semestre. Em reunião, hoje (19), foi acordado de que os modelos das mesmas não seriam entregues, apesar de já terem sido solicitadas pela instituição junto aos professores. Até o momento, a UniverCidade não alterou o calendário dos exames.
Sobre a manifestação no Centro
Um grupo de alunos e professores fez mais um protesto, nesta quinta-feira (19). Todos partiram da unidade Gonçalves Dias para a sede do grupo controlador, na Rua Sete de Setembro, 66. De acordo com os presentes, deveria ter por volta de 100 pessoas. De lá, os mesmos seguiram para o Sinpro-Rio.
A greve oficial completa quatro dias, hoje (19). Entretanto, os alunos já estão sem aula há mais de uma semana.
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As aulas também estão paralizadas na Unidade Metrô - Carioca.
ResponderExcluirNinguém da uma posição de nada, como ficam as provas????
As aulas também estão paralizadas na Unidade Metrô - Carioca. Como ficam as provas que começam na seman que vem???
ResponderExcluirO que eu estou achando muuuito estranho é o silêncio da imprensa em relação à caso, que é muito grave e de total interesse público. Não estou vendo nada sobre o assunto na TV. E olha que durante todos esses dias estou ligando e escrevendo para a Globo e para a Record e influenciando os outros alunos e funcionários fazerem o mesmo, mas até agora não obtive nenhuma resposta... Só o que vi até agora foi uma pequena matéria que saiu na semana passada no jornal O Globo e outra que saiu dias depois no jornal Extra, que é do mesmo grupo, além de algumas notinhas em algumas rádios. Gente, será que a faculdade pegou o dinheiro que deveria pagar aos seus profissionais para subornar a imprensa para que ela se calasse diante desse fato tão gritante?!
ResponderExcluirAlunos, vamos todos requerer nossos direitos no PROCON (http://www.procon.rj.gov.br/posto.html), pois o aluno, antes de tudo, é um cliente, um consumidor, que está pagando caro por um serviço totalmente deficiente e que não está sendo prestado nesses últimos dias. Além disso, esse aluno/consumidor está sendo também prejudicado de outra forma: está com o seu currículo sujo por estar se formando numa faculdade que está, devido a tudo isso, com a imagem suja – o que irá dificultar muito a sua inserção no mercado de trabalho. Além de denunciá-la ao PROCON, esse aluno/consumidor também deve levar este caso ao JEC (Juizado Especial Cível), antigo Juizado de Pequenas Causas. Assim, a faculdade será forçada a se corrigir, além de ter que pagar uma considerável quantia a cada um de seus alunos/clientes para indenizá-los por todos esses danos morais e materiais que está causando a eles. Vamos lá, pessoal!
ResponderExcluirestamos sem aula na unidade Méier há duas semanas...
ResponderExcluirConcordo com a Daniele. Devemos procurar nossos direitos e forçar a faculdade a nos indenizar pelos danos causados, pois estamos sendo lesados. Estamos sem a contra-prestação dos serviços por duas semanas e o pior é o descaso da instituição com os alunos. VAMOS PROCURAR NOSSOS DIREITOS....!
ResponderExcluirM. Souza - RJ
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