UniverCidade: greve se estende para maio

Demais funcionários terão assembléia para decidirem se interrompem também as atividades, devido aos problemas de pagamento.

Os professores da UniverCidade, no Rio de Janeiro, decidiram manter a greve pelo menos até a próxima quarta-feira (2/5), quando haverá mais uma assembléia, por volta das 18h. A decisão foi tomada no encontro realizado no sindicato da categoria (Sinpro-Rio), na noite desta quinta-feira (26/4). A suspensão das atividades, até a semana seguinte, se deve ao fato de não terem recebido até agora o salário de março, entre outros atrasados. E, também, porque no mesmo dia haverá um encontro entre representantes sindicais com os do Ministério Público, para discutir medidas legais contra o grupo Galileo Educacional.

Com isso, os estudantes vão para a quarta semana sem aulas: sendo que a primeira, por paralisação, e as demais, por greve oficial decidida em assembléia.

Dentre os assuntos discutidos, foi recomendado aos professores que enviassem e-mails para os alunos, e vice-versa, para que mantivessem informados sobre a greve, para evitar dúvidas sobre os supostos boatos de alguns estarem ou não aplicando provas. Vários docentes estariam comparecendo aos locais de trabalho, mesmo em dias de avaliação, porém sem passá-las. Alguns estudantes questionaram o fato de que certos docentes não estariam, supostamente, respeitando a greve – considerada legal pelo sindicato – e realizando as provas. Mas, de acordo com o presidente da União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE-RJ), Igor Mayworm, os mesmos poderiam procurar a entidade e denunciar a situação. “É imoral um professor dar zero ao aluno que está lutando por ele”, comentou o líder estudantil. Uma reunião entre representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) Jovem e os estudantes afetados será marcada, para orientá-los sobre como requerer na Justiça indenizações por danos contra o grupo gestor. Não há informação se haverá um custo para representá-los juridicamente.

Os docentes voltaram a alegar que os alunos não seriam prejudicados. E deram como exemplo casos de faculdades públicas que ficaram meses paradas e que, quando a situação voltou ao normal, o semestre teria sido estendido e as aulas repostas.

Está marcada para a próxima quarta-feira (2), às 16h, uma nova manifestação: desta vez, em frente ao Tribunal de Justiça do RJ (TJRJ), no Centro. De lá, todos seguiriam pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e finalmente, para a Rua Sete de Setembro, 66, sede do grupo controlador, para uma segunda assembléia de alunos.

Demais funcionários podem aderir à greve

Os demais funcionários da UniverCidade poderão acompanhar os professores nessa suspensão das atividades. Na próxima quinta-feira (3), haverá uma assembléia no Sindicato dos Auxiliares da Educação Escolar do Estado do RJ (SAAE-RJ) para votar a favor ou contra uma greve. Pois, também, estariam com pagamentos em atrasos, segundo o presidente da entidade, Elles Carneiro Pereira, em nota. A primeira convocação de trabalhadores está marcada para às 17h30 com um mínimo de 50 por cento mais um dos interessados. E uma segunda e última convocação, para às 18h30 daquele mesmo dia. O sindicato fica na Rua dos Andradas, 96 – 7° andar – no Centro.

Se as diversas categorias profissionais da UniverCidade pararem de vez, vai ficar praticamente impossível a Galileo Educacional sustentar a teoria de que seriam uns poucos os grevistas, já que não reconhece a paralisação dos professores. Vários alunos têm relatado que, ao ligarem para o “Call Center” da faculdade, que seriam informados que as aulas estavam ocorrendo normalmente, ou então, que os mesmos procurassem saber detalhes com o Sinpro-Rio. De certa forma, a instituição demonstra estar reconhecendo o movimento dos professores.













1 Comentários

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  1. 4 semanas sem aula, ou seja, 1 mês... E até agora não se vê na nada na TV sobre um caso tão gritante como esse... E o Ministério da Educação, assim como a Galileo, não dá nenhuma declaração sobre isso... ABSURDO!!!

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