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Informação atualizada em 09/07/2013, às 12h06

Devido a novo atraso salarial, professores da UniverCidade e da UGF ameaçam interromper atividades novamente.

Apenas três meses após o encerramento da greve que durou cerca de 30 dias, docentes do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e da Universidade Gama Filho (UGF) – ambos localizados no Rio de Janeiro e pertencentes ao grupo Galileo Educacional – ameaçaram, nessa segunda-feira (8/7), em assembleias separadas, entrar novamente em greve. O motivo é o mesmo que das outras vezes: atraso salarial. Até o presente momento, não receberam o pagamento integral referente a junho, que também estaria incluído um terço das férias de 2011, conforme Termo de Compromisso proposto pela mantenedora.

Na UniverCidade, por exemplo, os professores deliberaram pela interrupção das atividades a partir da próxima quinta-feira (11), se até lá a grana não estivesse depositada. A assembleia extraordinária marcada para essa mesma data foi antecipada para as 14h da quarta-feira (10), no sindicato da categoria (Sinpro-Rio).

Vale lembrar que de fato os docentes da UniverCidade nunca encerraram a greve. Optaram voltar às salas de aula sem finalizá-la. Pois, em caso de descumprimento por parte da gestora, continuariam como antes.

Já na UGF, os profissionais decidiram fazer nova greve a partir da próxima segunda-feira (15), se até a sexta-feira (12) não houvesse pagamento. Essa foi a nova data indicada pelo grupo educacional, que alegou um suposto problema bancário, que já estaria tentando resolvê-lo. Durante essa semana, os docentes teriam sido orientados a não darem aula, apenas comparecerem às unidades para conversar com os alunos sobre o que está acontecendo, melhor dizendo, o que voltou a acontecer. Independente de ter pagamento ou não, uma nova assembleia foi agendada para as 17h30 do próximo dia 15 de julho, no campus da Piedade. Em abril passado, os mesmos optaram encerrar a greve.

Essa nova greve ocorreria antes mesmo do segundo período de provas, considerando que costumam ser três. Sempre um dia após o quinto dia útil do mês – data prevista para os pagamentos –, os professores das duas instituições de ensino superior têm realizado assembleias para discutir a situação que estão enfrentando.

Galileo não comparece ao MPT, diz sindicato

E por falar em dinheiro, aliás, da falta dele, representantes da mantenedora não teriam comparecido a uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), na última sexta-feira (5), para tratar das 115 demissões no quadro administrativo, segundo o sindicato da classe (SAAE-RJ). Os pobres funcionários que foram despedidos entre os dias 10 e 14 de maio passados, há mais ou menos dois meses, até agora não puderam dar entrada no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nem no Seguro-Desemprego, porque não houve homologação. Muitos estariam sobrevivendo com a ajuda de familiares ou na graça divina. A entidade sindical informou que pretende entrar com uma ação coletiva contra a gestora.

Essa falta de pagamento também se estende a outros demitidos – docentes e auxiliares administrativos –, que foram dispensados em dezembro de 2011 e até hoje muitos não conseguiram ver a cor da grana. Pelo menos para os educadores, o pagamento do salário daquele ano foi pago em três parcelas entre os meses de janeiro a março deste 2013. E foi só isso!!!

Criação da Adoci

No dia 7 de junho passado, foi lançada oficialmente a Associação Docente da Cidade (Adoci), dos professores do Centro Universitário. Estiveram presentes vários docentes e ex, além de alguns alunos e o atual reitor, Manoel Messias Peixinho, e claro, este jornalista que lhes escreve. O evento aconteceu no Espaço Ideal, no centro do Rio. Durante a solenidade, os profissionais fizeram uma menção de homenagem ao blog do 'Professor Brasileiro' e ao OPINÓLOGO pela prestação de serviço noticiosa à crise que vêm enfrentando há alguns anos. “Hoje estamos em festa e o momento seria muito curto para citar todos que merecem homenagens. Porém, a Adoci faz um agradecimento especial ao blog 'Professor Brasileiro' e ao blog OPINÓLOGO, do jornalista e ex-aluno da UniverCidade Diego Silva”, leu a professora de Turismo Roberta Guimarães um trecho de seu discurso como mestra de cerimônia.

“Vale lembrar que outras tentativas foram feitas, como na década de 90 com a criação da Associação, logo desfeita por conta da demissão de todos os seus diretores”, lembrou.

“Sem qualquer representatividade e bem mais tarde, em 2010, surgia a Asduc, e mais uma vez a prática da mordaça foi implantada e os diretores demitidos pela instituição (UniverCidade). Da mesma forma hoje, prestamos homenagem àqueles docentes (...)”, continuou Roberta Guimarães.

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