Terça-feira, 15 de outubro de 2013
Ponte desaba e deixa ao menos 10 feridos; prédio desaba e deixa pelo menos 40 mortos; tudo isso apenas neste mês de outubro.
Ponte desaba e deixa ao menos 10 feridos; prédio desaba e deixa pelo menos 40 mortos; tudo isso apenas neste mês de outubro.
Famosos por desenvolverem guarda-chuvas de péssima qualidade (descartáveis), os chineses deram mostra que isso se estende à engenharia, sem generalizar: uma ponte inaugurada, no último dia 26 de setembro, no leste da província de Jiangxi, desabou, nesse domingo (13/10), no momento em que turistas atravessavam o rio Yangtsé para pegar uma balsa. Pelo menos dez pessoas teriam ficado feridas.
Outras tragédias
Mas, não é a primeira vez que tragédias em construções ocorrem no país. No último dia 2 de outubro, há menos de duas semanas, um prédio em construção também tinha desabado na província de Heibei, ao norte do país. Pelo menos 40 pessoas morreram e outras 16 tiveram ferimentos. A causa do acidente não foi divulgada.
Em fevereiro último, por exemplo, outra ponte desabou, deixando ao menos 26 mortos, por causa da explosão de um caminhão que carregava fogos de artifício, publicou o portal “Estadão”.
Em agosto do ano passado, parte de uma ponte na província de Heilongjiang – com apenas nove meses de inauguração – também desabou, quando quatro caminhões passavam sobre. Pelo menos três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas.
Em julho de 2011, um choque entre trens-bala resultou em pelo menos 39 óbitos e 192 feridos, na província de Zhejiang, ao leste do país. Um raio foi considerado a causa por ter afetado a sinalização ferroviária, o que teria impedido que passasse do verde para o vermelho, de acordo com o portal “IG”.
Já em agosto de 2007, outra ponte na província de Hunan também desabou, faltando cerca de um mês para que o acesso fosse liberado ao público. Naquela ocasião, pelo menos 22 operários tinham morrido, divulgou o diário espanhol “El Mundo”.
OPINÓLOGO poderia ficar o dia inteiro citando exemplos de desastres na nação asiática, cuja engenharia deixa a desejar – mesmo não sendo especialista –, mas optou por alguns mais conhecidos e/ou mais recentes.
O elevado número de obras que estão ocorrendo nos últimos anos é o retrato de uma China em expansão, cujo crescimento estaria além de sua real capacidade, conforme os casos demonstrados aqui nesta notícia.
Os trens enferrujados
Não é só do outro lado do mundo que se conhece – sem generalizar – a qualidade dos produtos chineses. No Brasil – mais precisamente, no Rio de Janeiro –, trens comprados pelo governo do Estado por cinco milhões de dólares (cerca de R$ 11 milhões), para a Supervia, apesar de bonitos, com bom sistema de ar condicionado e teoricamente novinhos em folha, já vieram enferrujados.
Uma reportagem do jornal “O Dia”, de agosto de 2012, conta que foi preciso fazer uma raspagem emergencial e limpeza com produtos químicos, para remover a oxidação no sistema de engate da parte da frente do trem e nas portas de acesso aos passageiros. Tudo foi feito às pressas antes que fossem disponibilizado para o uso.
Ainda, conforme a matéria, os trens teriam vindo de viagem de navio que durou uns 45 dias. Nesse percurso, teria ocorrido tempestade e os mesmos, molhados pela água do mar. Explicação simplesmente surreal!!!
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