Operação Recomeço: ex-diretor do Postalis é solto, mas volta para cadeia, após ter prisão prorrogada, diz revista

Sábado, 02 de julho de 2016

O ex-diretor do Postalis (fundo de pensão dos Correios) Adilson Florêncio da Costa foi solto, no último dia 30 de junho. Ele estava preso temporariamente no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, noticiou a revista “Época”.

Adilson Florêncio foi preso temporariamente, no último dia 24 de junho, durante a deflagração da operação Recomeço – do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) com a Polícia Federal –, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 90 milhões que causou prejuízos ao Postalis e ao Petros, o fundo de pensão da Petrobras. A suposta fraude envolve a primeira gestão do grupo Galileo Educacional, que, por intermédio do Banco Mercantil, emitiu R$ 100 milhões em debêntures, as quais foram adquiridas pelos supracitados fundos de pensão, entre 2010 e 2011. As mensalidades do curso de Medicina da Universidade Gama Filho (UGF) tinham sido dadas como garantia aos investidores. Na ocasião, a mantenedora era controlada pelo ex-juiz eleitoral e empresário Márcio André Mendes da Costa.

Ainda segundo “Época”, o ex-diretor do Postalis, cujo cargo foi uma indicação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), retornou horas depois ao presídio, porque teve o pedido de prisão prorrogada pelo MPF-RJ. Segundo o advogado de Adilson Florêncio, Mauro Tse, seu cliente não teria fugido da cadeia, e teria se apresentado voluntariamente aos agentes, depois que o suposto equívoco foi constatado. Acredita-se que houve algum tipo de falha em sua liberação, a qual não foi bem explicada até então.

Além de Adilson Florêncio, outras cinco pessoas já foram presas temporariamente, por conta do suposto desvio e prejuízo ao Postalis e Petros. Entre os presos estão os donos da Sociedade Universitária Gama Filho (SUGF) Paulo Gama e Alfredo Muniz. Os investigadores ainda tentam prender Márcio André. Recente reportagem do jornal “O Globo” disse que ele teria sido incluído na lista vermelha (de procurados) da Interpol.

Os investigadores acreditam que o suposto esquema pode ter agravado a crise financeira da Gama Filho, assim como do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), teoricamente pertencentes ao grupo Galileo Educacional, o que pode ter provocado o descredenciamento de ambos junto ao Ministério da Educação (MEC), em janeiro de 2014.

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