Grupo Ser Educacional faz proposta de fusão com a Estácio

Segunda-feira, 06 de junho de 2016

Proposta é feita pelo grupo Ser Educacional, com presença no Norte e Nordeste

A Estácio Participações recebeu, nesse sábado (4/6), proposta não-vinculante da Ser Educacional S.A.

“A Estácio informa que recebeu, em 4 de junho de 2016, uma proposta não-vinculante da Ser Educacional S.A., proposta esta que será analisada pelo Comitê”, informou o grupo carioca.

A proposta feita pela Ser Educacional seria uma espécie de fusão entre ambas as mantenedoras, com uma contraprestação aos acionistas da Estácio em caixa e em ações da nova companhia a ser criada, no valor de R$ 590 milhões, representando R$ 1,92 por ação.

O grupo Ser Educacional considera que, ‘na data da consumação da transação, haverá 307.841.339 ações de Estácio, já excluindo ações em tesouraria e desconsiderando eventuais ações e/ou opções de planos de incentivo de longo prazo, bem como 124.835.744 ações da Ser Educacional, já excluindo ações em tesouraria’.

Caso a negociação se concretize, os atuais acionistas da Estácio teriam participação de 68,7%, enquanto os da Ser Educacional, de 31,3%. Ambas as companhias continuariam listadas no novo mercado.

“A Administração da Ser Educacional acredita que a combinação proposta trará significativos ganhos para ambas, gerando valor a seus acionistas e, em especial, para o setor de ensino superior brasileiro (...)”, informou o conselho de administração da Ser Educacional.

A Ser Educacional tem atuação na educação superior nas regiões Norte e Nordeste do país. Entre algumas de suas instituições de ensino superior (IES), valem citar: as Faculdades Integradas Tapajós (FIT), a Universidade da Amazônia (Unama), o Centro Universitário Maurício Nassau (Uninassau) e a Faculdade Joaquim Nabuco.

A Ser Educacional contratou o banco suíço Credit Suisse como assessor financeiro o escritório Pinheiro Neto Advogados como assessor legal para a transação.

Kroton quis primeiro

A proposta do grupo Ser Educacional é feita dois dias após da grande repercussão do interesse da Kroton Educacional S.A. em negociar a aquisição da Estácio. Ao que se sabe, nenhuma proposta teria sido apresentada até então ao conselho de administração ou acionistas da Estácio.

Por conta da confirmação da Kroton em relação a Estácio, o conselho de administração desta se reuniu no mesmo dia e aprovou a criação de um comitê, com o ‘objetivo de assessorar o conselho de administração na avaliação e, na medida em que entenda apropriado, na negociação de qualquer proposta que venha a ser formulada pela Kroton (ou por quaisquer outros) ou ainda formular propostas, sempre com o compromisso de maximizar a criação de valor para os acionistas da Companhia’. O tal comitê é composto pelos seguintes conselheiros: João Cox Neto, Maurício Luís Luchetti, Chaim Zaher e Libano Miranda Barroso.

A Estácio Participações disse ter contratado o banco BTG Pactual como assessor financeiro e o escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados como assessor legal para auxiliar o comitê.

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