Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Imagem: Presidência da Argentina / Wikipédia /
Reprodução / Creative Commons
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| Pensativa |
Ao que parece, a sexta-feira 13 é um dia de má sorte. Ao menos para a presidente argentina Cristina Kirchner (foto), que acabou de ser processada por suposto encobrimento do governo iraniano no ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que resultou em 85 mortos e 300 feridos, noticiou o canal de TV 'Todo Noticias'. A denúncia foi feita pelo promotor Gerardo Pollicita com base num dossiê de 289 páginas deixado por seu colega Alberto Nisman, encontrado morto em seu apartamento com um tiro na cabeça, no último dia 18 de janeiro.
O ministro de Relações Exteriores Héctor Timerman, o sindicalista Luis D'Elía e o deputado Andres Larroque também foram processados.
Nisman foi morto um dia antes de comparecer ao Congresso para apresentar as provas que dizia ter contra a chefe de Estado e alguns de seus aliados políticos. Relutante, acabou não pedindo a prisão dos acusados, ao não incluir na denúncia apresentada essa solicitação. Durante perícia em sua residência, os investigadores acharam um rascunho com tal proposição.
Marcha
Na próxima quarta-feira (18), quando o falecimento completa um mês, haverá uma marcha intitulada “JusticiaxNisman” (em português seria Justiça por Nisman), que está sendo convocada por promotores e procuradores. Abaixo, segue um convite (vídeo):
Vídeo: Construyamos Argentina / YouTube / Reprodução
Outra denúncia
Na semana passada, a deputada federal Elisa Carrió, de oposição – e que pretende concorrer às prévias do partido para vir candidata à presidente em outubro próximo –, informou que também denunciaria a mandatária pelo mesmo motivo, incluindo uma promotora por supostas pressões sobre a juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher de Nisman, encarregada do caso.
Entenda o caso
O promotor Nisman acusou Cristina Kirchner de supostamente tentar forjar a inocência de autoridades do Irã no atentado em troca de relações comerciais. A nação sul-americana compraria petróleo e venderia grãos e armas.
A versão preliminar do governo argentino foi de que o fiscal teria se suicidado. No entanto, o discurso não colou e a presidente foi obrigada a mudá-lo. Disse acreditar que ele tinha sido supostamente usado para tentar desestabilizar seu governo, sem nominar culpados.
Juiz que investiga hotel da presidente é ameaçado de morte
Outra trama que enreda a terra do tango é a ameaça de morte, recentemente, recebida pelo juiz Claudio Bonadio. Coincidentemente, ele investiga a Hotesur, empresa que administra o hotel Alto Calafate, pertencente a Kirchner, em Santa Cruz, por suposto crime de lavagem de dinheiro e por não divulgar a prestação de contas por pelo menos três anos. Mais para frente, OPINÓLOGO contará em detalhes essa história.
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