Sábado, 24 de janeiro de 2015
O jornalista argentino Damián Pachter, do 'Buenos Aires Herald', que divulgou em primeira mão a morte do promotor Alberto Nisman, na semana passada, deixou o país. “Estou deixando o país, porque minha vida corre perigo”, disse. Ao portal 'Infobae', ele disse que estava sendo seguido, embora não soubesse por quem, e que seus telefones estariam grampeados.
Imagens: Twitter / Reprodução
Me acaban de informar sobre un incidente en la casa del Fiscal Alberto Nisman.
— Damian Pachter (@damianpachter) 19 janeiro 2015
Encontraron al fiscal Alberto Nisman en el baño de su casa de Puerto Madero sobre un charco de sangre. No respiraba. Los médicos están allí.
— Damian Pachter (@damianpachter) 19 janeiro 2015
Fuentes informan que se trataría de un supuesto suicidio.
— Damian Pachter (@damianpachter) 19 janeiro 2015
“Desde que começou tudo isso, uma fonte próxima, confiável de muitos anos e que sabe se mover no mundo da inteligência, vinha me dando indiretas”; “não sei desde quando começaram a me seguir. Não contarei nada ainda, mas posso dizer que recebi uma mensagem do Estado que eu entendi como uma mensagem para mim, logo a chequei, e foi dessa maneira”, continuou.
“Regressarei ao país quando minhas fontes me disserem que as coisas mudaram”; “sequer tive tempo de ir em casa. Me falaram para não ir (…), mas esse é o preço que pagamos pelo nosso trabalho. Fazer essas coisas trazem consequências. Nunca imaginei que depois desse tuíte, em cinco dias teria que me mudar do país e com evidências reais”, sustentou.
Em nota, o Foro de Jornalismo Argentino (Fopea, na sigla em espanhol) manifestou solidariedade a Damián Pachter, e instou as autoridades a garantir a segurança desses profissionais.
A imprensa local divulgou que a autópsia constatou que o tiro que atingiu Nisman, na cabeça, teria sido dado a menos de um centímetro de distância.
Entenda o caso
Alberto Nisman, promotor do Ministério Público, havia acusado Cristina Kirchner, seu chanceler Héctor Timerman, entre outros políticos e membros da inteligência, de tentarem forjar a inocência do governo iraniano no atentando em uma comunidade judaica, que deixou 85 mortos e 300 feridos.
O promotor apresentaria, na última segunda-feira (19), perante o Congresso cópias de documentos e gravações telefônicas, as quais, segundo ele, demonstravam um acordo para a Argentina comprar petróleo persa em troca de venda de grãos e de armas.
Inicialmente, a versão oficial era de que o fiscal teria se suicidado. Dias depois, após perícias, uma nova versão: de um suposto assassinato.
Leia também:
Argentina: deputada da oposição denunciará Cristina Kirchner por 'encobrir' morte de promotor
Argentina: Governo divulga paradeiro de jornalista que deixou o país com medo de morrer
Argentina: criam paródia musical com Cristina Kirchner a respeito da morte de promotor
Leia também:
Argentina: deputada da oposição denunciará Cristina Kirchner por 'encobrir' morte de promotor
Argentina: Governo divulga paradeiro de jornalista que deixou o país com medo de morrer
Argentina: criam paródia musical com Cristina Kirchner a respeito da morte de promotor
Postar um comentário
Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.
O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.