Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
O petista contrariou as pesquisas de intenção de voto – que favoreciam Flávio Bolsonaro –, soube se desvencilhar de adversários dentro e fora do Brasil e foi reeleito para um quarto mandato
‘Case’ brasileiro sendo importado por outros países
Imagem: Ricardo Stuckert
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| André Janones e Lula durante uma ‘live’ em meio à campanha eleitoral |
Ainda está dando o que falar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) para um quarto mandato, cujo segundo turno aconteceu no último domingo (25/10). O petista, de 81 anos, contrariou as pessimistas pesquisas de intenção de voto de diferentes institutos – que favoreciam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – e soube se desvencilhar de adversários dentro e fora do Brasil. Agora, sua vitória virou símbolo internacional de resistência contra a extrema direita, incluindo o ‘trumpismo’, que teve seu auge e começa a enfrentar resistência e declínio.
Com diplomacia e sem fazer guerra, Lula (PT-SP) impôs um novo movimento internacional de volta por cima do progressismo. Mas só conseguiu ressurgir como uma ‘fênix’ graças à enorme mobilização das ruas por parte de jovens e também ao ativismo digital do deputado federal André Janones (Rede-MG), que criou no WhatsApp o canal ‘Exército do Lula’. Até o último dia 24 de outubro, véspera da etapa final de sufrágio, havia mais de 10,7 milhões de seguidores.
O parlamentar foi o grande marqueteiro extraoficial de Lula (PT-SP), com uma comunicação de engajamento eficiente e seu jeito espontâneo e ao mesmo tempo explosivo de falar com seus seguidores. André Janones (Rede-MG) driblou os tendenciosos algoritmos das redes sociais e agora estaria sendo convidado para ajudar em estratégias eleitorais em países de esquerda como Espanha e México. Mas, por enquanto, não há muitos detalhes sobre as eventuais colaborações no exterior.
De viés progressista, a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, celebrou o triunfo do colega fazendo com as mãos o famoso ‘L’ de Lula.
Imagem: Governo do México - Print screen / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Assim como o Brasil e o Uruguai, o México é um dos últimos redutos de democracia progressista na América Latina |
Além disso, políticos de esquerda de nações como Argentina, Espanha e França estão importando esse ‘case’ brasileiro com versões locais inspiradas no ‘Exército de Lula’, segundo o portal Metrópoles.
Se na eleição presidencial de 2018, as ‘fake news’ da extrema direita distorceram fatos e confundiram um país sem preparo para lidar com o que se tornaria um modus operandi no Brasil nos anos seguintes, na de 2026 foram as ‘missões’ da esquerda que driblaram as supostas censuras e o ativismo judicial praticados por alguns ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por meio de tarefas, militantes progressistas eram orientados a repassar informações positivas sobre Lula (PT-SP) e também a não curtir, não comentar nem compartilhar determinados posts vinculados à extrema direita. Neste último caso, o intuito era evitar visibilidade e engajamento de publicações negativas sobre o candidato de esquerda.
O sucesso de Lula (PT-SP) não é contra uma extrema direita qualquer, mas contra um nicho ideológico que tem avançado cada vez mais no Brasil, com quantidade suficiente de legisladores para influenciar os rumos do país.
Lula (PT-SP) também precisou resistir aos ataques e às tentativas de ingerência de uma ultradireita internacional, e isso inclui as investidas da administração Trump por meio de ‘tarifaços’ a produtos brasileiros, revogação de vistos de políticos, inclusão de autoridades e familiares na Lei Magnitsky e ameaças em redes sociais.
Os principais ícones de direita e de extrema direita latino-americanos já parabenizaram o petista por seu êxito, entre eles os presidentes: de El Salvador, Nayib Bukele; do Peru, Keiko Fujimori; da Colômbia, Abelardo de la Espriella; do Chile, José Antonio Kast; da Bolívia, Rodrigo Paz; do Equador, Daniel Noboa; e do Paraguai, Santiago Peña.
Todos formam parte do Escudo das Américas – bloco ideológico internacional liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – e já haviam reconhecido anteriormente o resultado das urnas. Nessa quinta-feira (29), foi a vez da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, em relatório, classificar como ‘surpreendente, mas definitivo’ o triunfo do atual líder brasileiro, embora o mandatário republicano não tenha ainda se posicionado.
A exceção, até o momento, tem sido o presidente da Argentina, Javier Milei, que se distancia, cada vez mais, de um decoro exigido de um chefe de Estado. Ele fez uma campanha pesada contra o petista, com insultos nas redes sociais, e esteve no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em agosto deste ano.
Por outro lado, a senadora argentina Patricia Bullrich, aliada de Milei e ex-ministra da Segurança em seu governo, admitiu a vitória do líder petista.
Os adversários de Lula
Embora tivesse em mãos a máquina pública, Lula (PT-SP) precisou lutar contra os sistemas, no plural. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foi seu único oponente. Alguns de seus principais apoiadores se tornaram uma espécie de ‘cavalos de Troia’, devido à baixa popularidade ou má reputação, e o fizeram perder mais votos do que ganhar, favorecendo o ex-líder sindical em seus discursos sobre defesa da democracia e da soberania brasileira.
No exterior, além dos assédios da gestão Trump e de insultos de Javier Milei, Lula (PT-SP) teve de lidar com a suposta manipulação algorítmica por parte da Meta – proprietária do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Em setembro passado, ele chegou a ter sua conta de anúncios suspensa por algumas horas em meio à corrida eleitoral.
Outro detalhe que precisa ser mencionado é que, com a prisão do consultor político argentino Fernando Cerimedo, desde agosto passado, as ‘fake news’ em nível internacional perderam força e não foram capazes de influenciar negativamente na campanha de reeleição de Lula (PT-SP).
O marqueteiro de presidenciáveis latino-americanos é um dos fundadores do La Derecha Diario, portal que publica notícias distorcidas contra políticos progressistas. Ele está preso na Bolívia, acusado de ser o suposto mandante da tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, a advogada boliviana Nadia Beller. O réu nega as acusações.
Já no Brasil, por exemplo, Lula (PT-SP) teve como adversários os ministros Kássio Nunes e André Mendonça, presidente e vice-presidente do TSE, respectivamente. Durante a campanha eleitoral, ambos emitiram uma série de decisões judiciais desfavoráveis ao petista, inclusive a de tirar do ar o ‘Exército do Lula’.
Entre os opositores do petista está o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Depois do primeiro turno das eleições, ele teria gastado recursos da entidade, para impulsionar no próprio perfil de rede social um único post com críticas a sua reeleição, por conta do fim da escala 6x1, cuja Proposta de Emenda Constitucional (PEC) foi classificada pelo dirigente como ‘PEC Boca de Urna’. De acordo com o Metrópoles, foram utilizados até R$ 7 mil entre os dias 7 e 9 de outubro.
Algumas das falas de Daniella Marques – coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – foram criticadas e/ou rejeitadas, incluindo as sugestões de substituir gradativamente servidores públicos por inteligência artificial e a transição para que beneficiários deixem o Bolsa Família.
Em algumas cidades brasileiras, houve registros e queixas de bloqueio de ônibus nas garagens e falta dessa modalidade de transporte público no dia do segundo turno. Por enquanto, não é possível afirmar se houve tentativa de sabotagem por parte dos governos locais para impedir que eleitores de esquerda fossem votar.
Na Bahia, por exemplo, o Procon estadual contabilizou 544 ônibus parados nas garagens em Salvador. A prefeitura atribuiu o problema à adesivação de veículos, com viés político, por parte de sindicalistas. A capital baiana é governada pelo prefeito Bruno Reis (União-BA).
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, mas, na ocasião, ele estaria em Paris. A ordem de captura foi revogada na segunda-feira (26), uma vez que a eleição já havia terminado e o Ministério Público Eleitoral não pediu prisão cautelar.
Já em São Paulo, ao menos 30% da frota de ônibus permanecia nas garagens até meados da tarde desse domingo (25), apesar da determinação da Justiça Eleitoral para ampliar a oferta. Por sua vez, o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) disse que o objetivo era evitar ‘gastos desnecessários’ aos cofres públicos.
Na última quarta-feira (28), a Câmara Municipal de São Paulo instaurou uma Comissão Especial para analisar um pedido de impeachment contra o mandatário paulistano, por suposto descumprimento de decisão judicial, por não ter disponibilizado 100% da frota nas ruas no dia do segundo turno.
Os episódios do último fim de semana levaram os eleitores a comparar com os bloqueios de rodovias ocorridos no Nordeste por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante a campanha presidencial de 2022, cujos candidatos eram Lula (PT-SP) e Jair Bolsonaro (PL-RJ), que não foi reeleito.
Superando os prognósticos desfavoráveis
Em uma eleição para lá de acirrada, o Brasil disse ‘não’ ao intervencionismo estrangeiro e reelegeu o presidente Lula (PT-SP). Ele superou os prognósticos desfavoráveis e é a prova viva de que pesquisas podem falhar e de que uma eleição nunca está decidida antes da hora.
O triunfo do ex-metalúrgico é repleta de significados e contextos. Ele foi o primeiro candidato da história do Brasil a vencer democraticamente uma eleição em segundo turno, depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno.
No segundo turno, o petista recebeu 64.256.232 votos (51,79%), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 59.826.041 votos (48,21%). A cerimônia de posse está prevista para o próximo dia 5 de janeiro.
“(...) Eu fiquei boquiaberto de ver a excitação das pessoas cantando em independência, principalmente quando falava ‘ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil’. Numa demonstração, numa demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém (...)”, manifestou o candidato vencedor em seu primeiro pronunciamento de vitória.
Durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em setembro passado, Lula (PT-SP) já havia deixado claro que ‘o Brasil não cabe no quintal de ninguém. A fala foi uma confrontação às investidas intervencionistas por parte do governo de Donald Trump, em questões políticas, jurídicas e econômicas brasileiras.
Para além da polaridade entre esquerda e direita, os brasileiros tiveram de escolher entre dois projetos políticos completamente paradoxais: optar por ter um presidente defensor do multilateralismo ou por um embaixador extraoficial, totalmente submisso e alinhado aos interesses norte-americanos.
Enquanto diferentes veículos noticiosos citavam Lula (PT-SP) como um democrata, um líder estadista, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) era apresentado como a continuidade de um projeto golpista iniciado pelo pai Jair Bolsonaro (PL-RJ), que cumpre prisão domiciliar. Ele foi condenado a mais de 27 anos de reclusão por envolvimento na trama que culminou no ataque à sede dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Com a recente vitória do líder petista, o Brasil continua sendo um dos últimos redutos de resistência do campo democrático na América Latina, junto com o Uruguai e o México.
O que explica a virada de Lula
Imagem: TV Globo - Print screen
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| Enquanto no primeiro turno, os dois presidenciáveis evitaram o embate, no segundo turno estiveram cara a cara |
O maior mérito dos debates da Globo é o de poder mudar o voto do eleitorado, e isso não foi diferente em relação ao realizado na última sexta-feira (23), antevéspera do segundo turno, entre Lula (PT-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Enquanto no debate da Band, logo após o primeiro turno, o petista não deu conta do adversário, tendo se saído pessimamente, no da emissora carioca o comportamento foi outro. Lula (PT-SP) estava muito mais confiante, atacando mais e expondo as contradições e omissões do rival.
O político socialista questionou o adversário se ele queria implementar no Brasil o modelo de gestão de Javier Milei, cuja economia está em frangalhos e o consumo de carne de burro se tornou uma opção mais viável numa região argentina, em meio à alta inflação da carne bovina.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estava estrategicamente mais contido – para passar uma impressão de moderado – e também vulnerável. Ficou em silêncio e tentou dar respostas evasivas. Tampouco desmentiu as alegações do concorrente sobre supostos vínculos com milícias cariocas e a participação numa alegada orgia promovida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Por enquanto, tais acusações precisam ser tratadas como rumores, por não terem sido comprovadas até então.
O candidato conservador perdeu votos, por ter debochado de Lula (PT-SP) no debate da Globo, ao se referir a ele como ‘nove dedos’. O presidente perdeu um dedo aos 19 anos, vítima de acidente de trabalho, e a fala do primogênito de Jair Bolsonaro (PL-RJ) foi vista como ‘capacitista’ pelos telespectadores.
Ademais, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi alvo de críticas nas redes sociais, ao dizer no debate da Globo que Belém, capital do Pará, ‘fede’ e que era um ‘esgoto a céu aberto’. Artistas e intelectuais como a cantora Fafá de Belém e a atriz Dira Paes se manifestaram em defesa da cidade nortista.
O filho 01 de Jair Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu explicar por que defendia o policial acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, atingida por tiros em 2021, enquanto brincava na porta de casa em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, esteve na plateia do debate da Globo como convidada da campanha do presidente. Foi o ‘troco’ que a campanha de Lula (PT-SP) deu pelo fato de o rival ter levado no debate da Band o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Os dois foram responsáveis pelas investigações da Operação Lava-Jato que resultaram na prisão do petista em 2018.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficou na dianteira com 56.104.503 votos (47,03%), enquanto Lula (PT-SP) ficou em segundo lugar com 53.879.538 votos (45,16%).
No dia seguinte ao primeiro turno, em 5 de outubro, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizaram uma passeata em apoio ao petista nas ruas de Niterói. O ato deu início a um movimento que influenciou manifestações em diferentes partes do país, com destaques para o último dia de campanha antes do segundo turno, em 24 de outubro, na Avenida Paulista, em São Paulo. Em Copacabana, Zona Sul do Rio, o evento contou com a presença de Lula (PT-SP).
Imagem: Vivian Fernández - Cedida ao Opinólogo
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| Lula chegando em Copacabana em seu último dia de campanha antes do segundo turno |
Outros fatores explicam a vitória do líder petista. Além do alegado intervencionismo de ‘big techs’ no sufrágio brasileiro, com publicações de candidatos de direita tendo mais visibilidade, as decisões judiciais proferidas pela Justiça Eleitoral contra a campanha de Lula (PT-SP) foram vistas por seus simpatizantes como tentativas de censura e de suposto favorecimento ao candidato adversário. Tudo isso pode ter contribuído para que o canal ‘Exército do Lula’ chegasse a mais de 10,7 milhões de seguidores na véspera do segundo turno.
Os evidentes assédios contra o petista saíram pela culatra e mobilizaram eleitores, incluindo populações indígenas e ribeirinhas, brasileiros que vivem no exterior, os indecisos e os que se abstiveram na primeira jornada eleitoral. Ademais, adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos, que não têm mais obrigação de votar – optaram por exercer a cidadania nas urnas.
Imagem: Gean Queiroz - Cedida ao Opinólogo
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| Na Alemanha, eleitores brasileiros enfrentaram chuva e fila no consulado para exercer a democracia durante o segundo turno |
Nem sempre quem lacra acaba lucrando. O recente vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre uma suposta miséria no Nordeste, no intento de favorecer a campanha do colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi outro tiro pela culatra. Houve reação imediata nas redes sociais, com internautas acusando-o de manipulação. Outro revés para o parlamentar mineiro foi quando esse vídeo teve o som removido por infringir direitos autorais. O material utilizava como fundo a música ‘Grão de Areia’, dos cantores Rubel, Xande de Pilares e do sanfoneiro Mestrinho.
O candidato derrotado não reconheceu o resultado do sufrágio e deixou o Brasil com a família, depois de atravessar a fronteira com a Argentina, na última terça-feira (27), e viajar para os Estados Unidos, conforme noticiado pelo portal Infobae.
A saída do ex-presidenciável cria outro dilema: saber os supostos graus de envolvimento e de intromissão dos governos argentino e norte-americano em questões internas brasileiras, tanto no que diz respeito à fuga quanto na concessão de visto humanitário.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descumpriu uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse o passaporte em meio a uma investigação por supostos delitos de lavagem de dinheiro usando ‘bets’ e irregularidades no financiamento do filme ‘Dark Horse’, que homenagearia o pai.
Em carta enviada a jornais na tarde da última quarta-feira (28) e, posteriormente, publicada em suas próprias redes sociais, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como presidente dos Estados Unidos do Brazil – com Z mesmo.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não reconheceu a voz das urnas e alega fraude. O pleito, que terminaria às 17h, foi estendido até as 19h – no horário de Brasília – apenas para as urnas que ainda estivessem abertas.
O pedido de prorrogação do pleito foi feito tanto pela campanha de Lula (PT-SP), em nível nacional, quanto pela de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para 17 municípios, devido aos transtornos enfrentados por eleitores de algumas regiões do país em meio à escassez de ônibus e as fortes chuvas.
A solicitação de ambas as campanhas foi atendida e levou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ampliar o período de votação para as urnas que ainda estivessem abertas. No entanto, como a decisão foi emitida às 17h02, já depois do horário previsto de encerramento, não deu tempo de avisar a todos os colégios eleitorais do país. Uma vez que a urna é fechada, não é mais possível reabri-la.
Nesse intervalo extra de duas horas, foram contabilizados cerca de 34 mil votos. Isso equivale a apenas 0,03% dos votos válidos e não sustenta a narrativa de fraude eleitoral. No segundo turno, a diferença de votos entre ambos foi de 4.430.191 votos. Mesmo que anulasse os votos recebidos após as 17h, o líder petista ainda teria votos suficientes para derrotar o rival.





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