Sábado, 31 de janeiro de 2026
Real e Vila Isabel já apresentam problemas operacionais desde o segundo semestre de 2025
Imagem: Beth Santos - Prefeitura do Rio de Janeiro / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Esse pode ser o fim definitivo de duas tradicionais empresas de ônibus cariocas |
A garagem da Real Auto Ônibus e da Transportes Vila Isabel no Grajaú, bairro da Zona Norte do Rio, foi interditada pela prefeitura em operação ocorrida na manhã deste sábado (31/1). Na ocasião, cerca de 250 veículos foram lacrados, porque ambas as empresas – que compartilham o mesmo endereço – deixaram de realizar a vistoria anual.
A ação foi realizada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ), o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD-RJ) e a secretária Municipal de Transportes, Maína Celidonio.
“Temos aqui um dos casos mais clássicos desse desrespeito das empresas de ônibus com a população carioca. Para vocês terem uma ideia, dos duzentos e tantos ônibus que tinham que estar circulando ontem, havia 17, 20 ônibus circulando. Ou seja, a população abandonada. Nós demos todos os prazos possíveis a essas empresas, e elas simplesmente não vistoriaram os ônibus (...)”, explicou o mandatário carioca, que se referiu à frota como ‘verdadeiro cemitério de ônibus’.
Imagem: Beth Santos - Prefeitura do Rio de Janeiro / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Vila Isabel e Real compartilham a mesma garagem no Grajaú |
A Real integra os consórcios Intersul e Transcarioca, enquanto a Vila Isabel, apenas o primeiro. Ao longo do segundo semestre de 2025, as duas empresas tiveram as operações suspensas por paralisação realizada por rodoviários – em decorrência de atrasos salariais – e falta de combustível, com pouquíssimos veículos circulando. Além dos problemas operacionais, grande parte da frota circulava sem ar-condicionado e/ou com defeito, além de suja, de acordo com a prefeitura.
No último dia 15 de janeiro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou ter instaurado um inquérito civil para apurar ‘possíveis irregularidades’ nos serviços prestados pela Real. Tanto a empresa, quanto o Consórcio Intersul e a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) foram notificadas a prestar esclarecimentos. O órgão municipal também deverá informar sobre eventuais reclamações administrativas, autos de infração, entre outras penalidades aplicadas ou em processo de execução.
“O procedimento apura relatos de veículos em mau estado de conservação, com problemas mecânicos, ares-condicionados inoperantes, janelas travadas, infiltrações e infestações de insetos. Além disso, o inquérito também investiga a redução da frota, intervalos excessivos entre os ônibus, superlotação, quebras frequentes durante o trajeto e atrasos recorrentes, situações que podem comprometer a segurança e os direitos dos usuários”, destacou o MPRJ.
Por conta dos problemas e diante da incerteza, a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro (SMTR) criou novas linhas de ônibus e alterou o itinerário de outras, principalmente entre as regiões da Tijuca e da Zona Sul do Rio.
De acordo com o prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ), o Consórcio Intersul vai assumir 60% das linhas da Real e da Vila Isabel. Ele acrescentou que a Mobi Rio – empresa de ônibus da administração municipal e que opera o sistema Bus Rapid Transit (BRT) – já estaria alugando novos ônibus para substituir o vácuo deixado pelas duas empresas.


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