Nova leva de credores da Gama Filho e da UniverCidade começa a receber pagamentos em atraso

Quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Mais de R$ 10,2 milhões foram destinados aos beneficiários nesta nova fase da primeira partilha, que contempla valores individuais de até R$ 15 mil

Imagens: UGF: Google Mapas - Saulo Bosco - Arquivo / UniverCidade: Diego Francisco - Opinólogo - Arquivo / Arte: Opinólogo - Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
Duas IES que surgiram independentes, mas que tiveram juntas o mesmo fim trágico

Uma nova leva de credores da massa falida do Grupo Galileo Educacional – responsável pelas extintas Universidade Gama Filho (UGF) e Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) –, no Rio de Janeiro, começou a receber, há duas semanas, parte dos direitos em atraso. A informação foi confirmada por Opinólogo após contato com alguns dos beneficiários.

Os valores individuais são de até R$ 15 mil e relativos à primeira partilha. Os depósitos estariam ocorrendo aleatoriamente, sem correlação com a data de informe dos dados bancários aos administradores judiciais.

A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, vinculada ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), encaminhou ofício ao Banco do Brasil – onde está a conta judicial da massa falida – e uma listagem anexa com nomes de beneficiários, solicitando a transferência dos pagamentos. O documento é do último dia 3 de outubro, e o montante destinado aos demais credores é de mais de R$ 10,2 milhões.

Durante o primeiro semestre de 2025, uma leva de 1.156 ex-funcionários, prestadores de serviço e fornecedores recebeu em suas contas bancárias cifras de até R$ 15 mil, conforme lista apresentada em dezembro do ano passado pelos administradores judiciais.

Vale ressaltar que, depois que todos os credores receberem a primeira partilha, um segundo rateio está previsto para ocorrer entre fevereiro e março de 2026, de acordo com Licks Associados, um dos administradores judiciais, em recente matéria ao Opinólogo.

Ainda no âmbito deste processo, reportagem anterior deste site jornalístico revelou que ao menos 17 supostos credores não tinham vínculo processual com o grupo Galileo Educacional nem com suas antigas instituições de ensino superior (IES).

Inúmeros ex-docentes e ex-funcionários administrativos de alguma das duas instituições educacionais precisaram esperar 11 anos após o descredenciamento, para começarem a receber seus devidos direitos trabalhistas.

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