Campus da UGF, no Rio, é alvo de invasões e saques, diz jornal

Terça-feira, 30 de outubro de 2018

Imagem: Google Mapas / Saulo Bosco / Divulgação
Campus da UGF, em Piedade
O campus da extinta Universidade Gama Filho (UGF), no bairro da Piedade, Zona Norte do Rio, estaria sendo alvo de invasões e saques por parte de ladrões e drogados, segundo o jornal “O Globo”. Entre os itens roubados estão um esterilizador do prédio onde funcionava o curso de Odontologia, aparelhos de ar condicionado, janelas de alumínio, fios, entre outros itens.

Os livros só não foram saqueados, porque estão sob a tutela do governo português.

Apenas dois vigilantes desarmados, um por cada turno, trabalham no local. De acordo com a massa falida do grupo Galileo Educacional – teoricamente a mantenedora da UGF e do extinto Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) –, não há dinheiro para custear o reforço na segurança.

Com o encerramento das atividades na Gama Filho, papelarias e restaurantes foram gravemente afetados. Os alunos movimentavam o comércio local.

A título de curiosidade: em 2016, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou o veto do governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (MDB), ao Projeto de Lei nº 45/2015, permitindo a desapropriação do supracitado imóvel, para que seja transformado numa universidade pública.

O descredenciamento das duas instituições de ensino superior (IES), por parte do Ministério da Educação (MEC), em janeiro de 2014, também provocou reflexos negativos na UniverCidade. Há um ano, alguns imóveis desse centro universitário, em Ipanema, Zona Sul do Rio, foram alvo de uma operação de combate ao mosquito transmissor da dengue por parte da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em julho passado, a massa falida do grupo Galileo Educacional requereu novamente à Justiça a venda dos imóveis das duas instituições, ao alegar que os mesmos “não atendem à função social de propriedade”. Esse só é mais capítulo da disputa judicial entre a atual mantenedora e as antigas. No caso da UGF, a Sociedade Universitária Gama Filho (UGF), e no da UniverCidade, a Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa).

Os gestores da massa falida já haviam tentado anteriormente a autorização de venda, sob a justificativa de que acumularam dívidas milionárias, inclusive no âmbito trabalhista. Muitos dos funcionários não conseguiram ver a cor do dinheiro devido. Entre 2013 e 2014, nos meses que antecederam ao descredenciamento, muitos profissionais não receberam salários, por conta da crise financeira nas duas IES.

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