Terça-feira, 18 de abril de 2017
Policiais depredam Congresso Nacional em protesto à reforma da Previdência
Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil /
Reprodução / Creative Commons
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| É apenas uma ilusão de ótica. O Congresso não está em chamas |
Uma manifestação de policiais civis, militares e rodoviários de várias partes do país terminou em pancadaria e quebra-quebra em frente ao Congresso Nacional nesta terça-feira (18/4). Os agentes tentaram invadir o local em protesto contra um item na proposta de reforma previdenciária – PEC 287/16 – que estabelece aumento da idade mínima para aposentadoria da categoria, passando de 55 para 60 anos. Depois do ocorrido, o relator, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), mudou de ideia.
Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil /
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| A classe política tem ignorado as críticas à reforma da Previdência |
Cerca de três mil policiais participaram do ato organizado pela União de Policiais Brasileiros (UPB), informou a “Agência Brasil”. Os manifestantes incendiaram caixões de madeira (foto 1), colocaram um túmulo de madeira (foto 2) e várias cruzes no gramado do Congresso para simbolizar que o texto representa o fim da aposentadoria e depredaram a vidraça do legislativo com cones (foto 3) Ao menos seis agentes foram detidos pela Polícia Legislativa.
Nesta terça-feira (18), a Câmara dos Deputados acabou não aprovando o requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei nº 6.787/2016, que trata da reforma trabalhista. A não aprovação não teve nada a ver com o bom senso dos parlamentares, e sim com a falta de quórum. Foram 230 votos a favor, 163 contrários e uma abstenção. Eram necessários, no mínimo, 257 votos.
A título de curiosidade: no último dia 31 de março, um grupo de manifestantes incendiou o congresso paraguaio, depois que parlamentares aprovaram em sessão secreta um projeto de lei que permite reeleição presidencial. Tanto a oposição quanto a base governista são favoráveis a isso.
Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil /
Reprodução / Creative Commons
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| Três mil policiais conseguem mais do que toda uma população |
Com isso, os agentes deram uma mostra de que como lutam por direitos: com o que eles costumam reprimir e que os demais tacham de vandalismo quando os atos são praticados por setores de esquerda, embora houvesse a participação de centrais sindicais no evento.
Paraguai e Brasil podem ter mais em comum do que imagina, a começar pela laia de políticos. Talvez o Paraguai é aqui e não se tenha percebido ainda. Ou o Brasil seja lá.
Inclusive, os dois países tiveram, recentemente, presidentes depostos pelo legislativo por questões, supostamente, políticas. Em 2012, o paraguaio Fernando Lugo sofreu impeachment num juízo que durou menos de uma semana. O motivo teria sido um conflito entre fazendeiros e camponeses ao qual o governo não soube resolver e resultou em mortes; em 2016, foi a vez da petista Dilma Rousseff ser “impitimada” por suposto descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, ademais as razões implícitas, porém não válidas no processo político, que são as investigações da Lava-Jato, operação que apura a roubalheira na Petrobras. Seu julgamento durou cerca de três meses.
A saída da ex-mandatária poderia significar uma menor pressão da opinião pública, uma vez políticos de vários partidos são alvos de investigação. Sua saída culminaria num aparente fim da corrupção. Não há nenhum tipo de acusação de que ela tenha se beneficiado diretamente do esquema, e sim que ela, supostamente, tentou obstruir as investigações e proteger réus e recebeu doações de campanha oriundas de caixa dois de empreiteiras envolvidas.



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