Costa Rica e Panamá também se retiram do Miss Universo em apoio a mexicanos

Sábado, 04 de julho de 2015

Costa Rica e Panamá decidiram também não enviar representantes ao Miss Universo, por conta dos comentários xenofóbicos do magnata norte-americano Donald Trump, que é o dono do concurso, contra os imigrantes mexicanos. Na ocasião, o empresário os comparou a 'criminosos' e 'estupradores'.

“As nove aspirantes ao Miss Costa Rica 2015 respaldaram a decisão de Televisora de Costa Rica de não enviar a ganhadora ao Miss Universo nem de transmitir o concurso, devido às declarações xenofóbicas e racistas de Donald Trump contra os imigrantes, em especial os mexicanos”, informou a emissora oficial 'Telética'.

“As declarações de Donald Trump continuam gerando reações. Agora o Panamá se soma às ações de rechaço, e a Organização Miss Panamá decidiu não enviar representante ao Miss Universo (…)

Richie Olivella, gerente de Relações Públicas de Medcom, informou que 'Telemetro', canal oficial de Miss Panamá, faz eco ao desacordo mostrado internacionalmente diante das declarações de [Donald] Trump”, comunicou a 'Telemetro'.

As competições locais acontecerão normalmente, com isso elegendo-se a Miss Costa Rica e Miss Panamá. Contudo, a vencedora em cada um destes não competirá pelo Miss Universo. Desse modo, as duas nações centro-americanas se unem ao México, país ofendido, que não enviará representante. A Televisa também não transmitirá o evento.

O que parece ser um movimento de protesto começou com a 'Univisión', maior canal de língua espanhola nos Estados Unidos (EUA), que se retirou do Miss Universo e Miss Estados Unidos 2015. Suas programações são voltadas para mexicanos residentes nesse país. Trump acusou o governo asteca de ter pressionado a televisora.
A 'NBC', nos EUA, após pressão por meio de uma petição criada por internautas e que reuniu mais de 200 mil assinaturas, repetiu o gesto da 'Univisión'.

O magnata processou a 'Univisión' e exige US$ 500 milhões em indenização por quebra de contrato.

Trump é pré-candidato à presidência dos EUA pelo Partido Republicano. O comentário polêmico foi este: “Quando o México envia sua gente, não envia para coisas boas, não os envia a vocês. Estão mandando gente com um monte de problemas. Estão trazendo drogas, estão trazendo crimes, são estupradores. E alguns admito que são boas pessoas. Mas, eu converso com guardas na fronteira [entre os EUA e o México] e isso é um senso comum”.

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