Terça-feira, 30 de junho de 2015
O magnata Donald Trump está processando o canal hispano-americano 'Univisión' por quebra de contrato, e pede uma indenização de US$ 500 milhões. A ação foi protocolada na Suprema Corte de Nova Iorque, nos Estados Unidos (EUA), nesta terça-feira (30/6). A emissora, cuja programação é voltada para mexicanos residentes nos EUA, não transmitirá mais o Miss Estados Unidos 2015, programado para o próximo dia 12 de julho, nem o Miss Universo, concursos nos quais ele é dono, por conta do comentário xenofóbico contra imigrantes mexicanos, ao tachá-los de criminosos, vendedores de drogas e estupradores durante sua pré-campanha para a Casa Branca pelo Partido Republicano.
“Quando o México envia sua gente, não envia para coisas boas, não os envia a vocês. Estão mandando gente com um monte de problemas. Estão trazendo drogas, estão trazendo crimes, são estupradores. E alguns admito que são boas pessoas. Mas, eu converso com guardas na fronteira [entre os EUA e o México] e isso é um senso comum”, declarou o empresário na ocasião.
“Nada do que eu disse era diferente do que tenho dito há anos. (...) Não apoio nem tolero a imigração ilegal. Há um alto nível de criminalidade que ocorre neste país devido a imigração ilegal. Este é um grande problema de segurança para os Estados Unidos. (…) Estamos perdendo um grande número de postos de trabalho, oportunidades de produção e dinheiro devido a acordos comerciais mal negociados [com o México], um fato indiscutível de que isso não vai acontecer se eu me tornar presidente”, sustentou.
“Eu tenho um grande respeito para o México e amor para o povo mexicano e seu tremendo espírito!”, disse numa súbita mudança de personalidade.
Na ação judicial, o político alega que tanto a 'Univisión' quanto a 'NBC' – canal estadunidense – deixaram na mão 51 mulheres – dos 51 estados, incluindo Porto Rico –, que sonham em ser coroadas no Miss Estados Unidos 2015. O acordo entre essas duas televisoras e o empresário foi firmado em janeiro passado.
Entre outros dizeres, Trump falou que colocaria uma cerca na fronteira sul – entre os EUA e o México –, e que faria o governo deste último arcar com a despesa.
Os comentários preconceituosos têm feito celebridades e até patrocinadores a se desligarem de qualquer tipo de negócios envolvendo o magnata.
Em protesto, o canal mexicano 'Televisa' anunciou que também não transmitirá o Miss Universo. Consequentemente, a nação asteca não terá representante no concurso mundial de beleza.
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