Terça-feira, 20 de maio de 2014
Depois das enxurradas de críticas recebidas nos últimos dias nas redes sociais, o juiz da 17ª Vara Federal, Eugênio Rosa de Araújo, reviu parte de sua decisão e voltou a considerar o Candomblé e a Umbanda como religiões, nesta terça-feira (20/5). Porém, manteve o indeferimento para a retirada dos vídeos no You Tube, que supostamente demonizam as doutrinas afro-brasileiras, principalmente os de cultos celebrados pela Igreja Universal do Reino de Deus.
Depois das enxurradas de críticas recebidas nos últimos dias nas redes sociais, o juiz da 17ª Vara Federal, Eugênio Rosa de Araújo, reviu parte de sua decisão e voltou a considerar o Candomblé e a Umbanda como religiões, nesta terça-feira (20/5). Porém, manteve o indeferimento para a retirada dos vídeos no You Tube, que supostamente demonizam as doutrinas afro-brasileiras, principalmente os de cultos celebrados pela Igreja Universal do Reino de Deus.
Na semana passada, o titular dessa Vara Federal havia desclassificado o Candomblé e a Umbanda como religiões, ao alegar que não possuíam base escrita como uma Bíblia, para os cristãos, e o Alcorão, para os muçulmanos, por exemplo.
Tal desclassificação veio junto à negativa recebida pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) sobre a retirada dos tais vídeos. Este órgão recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) contra a decisão de desconsiderar essas crenças, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.
A Justiça Federal do Rio de Janeiro (JFRJ) aguarda a defesa do Google ante a Ação Civil Pública do MPF-RJ, após denúncia da Associação Nacional Mídia Afro (ANMA).
Por causa da tentativa de deslegitimação da fé, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e a ANMA marcaram para amanhã (21) um ato em defesa das doutrinas de matrizes africanas. O evento acontecerá às 17h, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na Rua Araújo Porto Alegre, nº 71, 9º andar, no Centro do Rio.
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