Sábado, 15 de abril de 2017
Sem conseguir emplacar nenhuma ‘greve geral’, de fato, na atualidade, centrais sindicais organizam para o próximo dia 28 de abril uma terceira edição, em protesto às reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB-SP) e a aprovação da Lei de Terceirização irrestrita de mão de obra.
“Essa greve geral vai marcar a história do nosso país por conta da unificação de todas as centrais. Temos que estancar essa devastação feita pelo governo golpista contra os trabalhadores. Eu nunca vi antes na história do transporte essa unidade e a determinação para fazer essa mobilização. O empenho de todas as categorias será fundamental. Não podemos falhar, todos devem articular suas bases para essa importante luta”, manifestou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Paulo João Eustasia.
Imagem: Dino Santos / CUT / Reprodução
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| Manifestação em SP, no dia 15 de março |
A primeira ‘greve geral’ nacional aconteceu no último dia 15 de março com manifestações (foto) nas ruas das principais capitais do país, e a segunda, no dia 31 do mesmo mês, em data que marcou os 53 anos do golpe militar no Brasil. Em nenhuma delas o país parou. O máximo que esse movimento logrou foi uma comparação ao fiasco das manifestações organizadas por lideranças pró-direita no último dia 26 do mês passado.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras, buscam paralisar por 24 horas escolas, bancos, delegacias de polícia e tentam imitar os últimos feitos argentinos com a paralisação nos transportes aéreo, rodoviário, ferroviário e metroviário.
“Reforçamos que os sindicatos classistas devem jogar todo o peso na construção da greve geral no dia 28 de abril, conversando com as entidades do movimento social e ajudando no convencimento de outras categorias sobre a participação na greve. O momento é de muita importância. O sucesso da greve geral será fundamental para impedir a retirada de nossos direitos”, declarou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.
Essa nova ‘greve’ tende ao mesmo resultado que as demais pelos seguintes motivos: 1) não se trata de um ato do trabalhador, mas de sindicatos de esquerda que buscam, na ocasião, levantar suas bandeiras políticas em defesa do petismo; 2) acontecerá numa sexta-feira, quando muitas pessoas estarão viajando por conta do fim de semana prolongado. Pois, na segunda-feira (1/5), é feriado do Dia do Trabalhador.

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