Pai de advogada argentina acusada de injúria racial no Rio é detido por suspeita de furto

Domingo, 18 de outubro de 2026

Mariano Páez é suspeito de furtar o equivalente a R$ 5 mil deixados sobre o balcão de uma loja; nova namorada dele é considerada suposta coautora

Imagem: Redes Sociais - Divulgação
Mariano Páez e a filha Agostina Páez, quando ela retornou do Brasil em abril deste ano

O empresário argentino Mariano Ernesto Páez, de 58 anos, pai da advogada Agostina Páez – acusada de injúria racial por gestos racistas no Brasil –, foi detido juntamente com a nova namorada María Emilia Soledad Batule, de 34 anos, na última sexta-feira (16/10), por suspeita de ter furtado a quantia de um milhão e quinhentos mil pesos. O valor equivale a R$ 5 mil. O caso ocorreu numa filial da loja de material de construção Lo Bruno, na cidade de Termas de Río Hondo, na província de Santiago del Estero, no último dia 10 de outubro, publicou o portal El Liberal.

O casal aguardava a impressão de uma nota fiscal de compra e supostamente subtraiu o dinheiro, aproveitando-se do descuido de uma funcionária que deixou a quantia sobre o balcão. Após perceber o sumiço dos valores, o estabelecimento acionou a polícia e analisou as imagens das câmeras de monitoramento. Ainda de acordo com El Liberal, Mariano Páez teria pegado a grana e entregado a María Soledad, investigada sob suspeita de coautoria. A dupla deixou o local sem levantar suspeitas.

Mariano Páez e María Soledad foram detidos em casa, no bairro Alberdi, por ordem do juiz de Controle e Garantias Silvio Salice. Durante a operação policial, foram apreendidas as roupas que o casal utilizou no dia que foi à loja, além do montante de 632,6 mil pesos argentinos – R$ 2,1 mil na cotação atual – e um automóvel SUV Toyota RAV4, ambos pertencentes ao acusado.

Histórico de acusações


O empresário já foi condenado e também responde a acusações ou investigações ainda em andamento:

Em 2018, por exemplo, foi condenado a um ano de prisão, com pena suspensa, por violência doméstica contra uma ex-companheira, de acordo com Panorama Play.

Em novembro de 2025, foi novamente preso depois de ter sido denunciado por crimes de agressão física e ameaças contra outra ex-parceira, a advogada Estefanía Budán.

E em abril de 2026, menos de 24 horas após o retorno da filha à Argentina, Mariano Páez debochou das acusações contra ela no Brasil e repetiu o mesmo gesto racista. Por conta disso, ele passou a ser investigado pelo Ministério Público de Santiago del Estero por delitos de discriminação e de ódio, noticiou o jornal La Nación. Na ocasião, ele tentou alegar que o vídeo teria sido gerado por inteligência artificial, mas o argumento não convenceu as autoridades locais.

Prisão de Agostina Páez


A advogada Agostina Páez estava como turista no Rio de Janeiro, quando se envolveu numa confusão num bar no bairro de Ipanema, na Zona Sul, no dia 14 de janeiro deste ano. Após discordar dos valores da conta, foi acusada de ter feito gestos racistas contra funcionários do estabelecimento e de se referir a um deles como “mono” (macaco, em espanhol). O caso gerou repercussão nos dois países.

Em 6 de fevereiro, a ré foi presa por decisão da 37ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, mas a prisão preventiva foi convertida em medidas cautelares. Teve de usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte às autoridades e foi proibida de deixar o Brasil.

Após pagar uma fiança de R$ 97.260 – correspondente a 60 salários-mínimos –, Agostina Páez foi autorizada a deixar o Brasil, tendo retornado à Argentina no dia 2 de abril. Foram revogadas as medidas cautelares e retirada a tornozeleira eletrônica.

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