Domingo, 02 de agosto de 2026
A vítima é a ativista Elvia Ramírez Loera, resgatista de animais em situação de rua; no imóvel havia algo em torno de 40 a 60 cães, segundo a imprensa local
Imagem: Redes Sociais - Divulgação / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Pedro Delgado e Elvia Ramírez |
A tragédia
A polícia mexicana investiga um possível caso de feminicídio que chocou o país na semana passada. Um homem chamado Pedro Delgado, de 57 anos, é acusado de ter trancafiado a esposa no quarto e ateado fogo ao imóvel, com dezenas de cachorros dentro. A vítima é a resgatista de animais de rua Elvia Ramírez Loera, de 61 anos, que dedicou a vida a proteger os animais e morreu de forma cruel. O crime aconteceu na madrugada da última segunda-feira (27/7), no município de Calvillo, no estado de Aguascalientes.
A ativista chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu, depois de sofrer queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 90% do corpo. Na ambulância, ela teria relatado aos paramédicos que o marido havia incendiado a casa após uma discussão do casal (foto 1) e que teria bloqueado as saídas.
Os vizinhos ouviram gritos de socorro, arrombaram a porta principal e as janelas e resgataram primeiramente o homem e, posteriormente, a mulher, segundo o portal La Jornada. O fogaréu começou por volta de 1h30 – no horário local – e foi controlado às 6h, em meio a um esforço conjunto de bombeiros e da Cruz Vermelha.
Imagem: Bomberos Cavillo - Redes Sociais
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| Imagem de um cômodo do imóvel após o incêndio |
Em entrevista ao portal Excelsior, Guadalupe Loera, irmã de Elvia, disse que Pedro Delgado teria jogado gasolina na vítima e nos animais. A família dela afirma que a briga teria ocorrido porque a mulher pediu que o companheiro fosse embora de casa.
Na imprensa mexicana e também por parte do Ministério Público de Aguascalientes, Pedro Delgado é citado apenas como Pedro “N”. Esse tipo de identificação é um procedimento padrão quando há presunção de inocência e pelo fato de ainda não ter sido condenado. Ele também responde por delito de privação de liberdade. Não se fala, até o momento, de crimes cometidos contra os animais.
Prisão preventiva do réu
O réu chegou a ser levado a uma unidade de saúde para receber atendimento, por ter queimado um braço e inalado fumaça, e transferido para um presídio em seguida. Durante uma audiência de custódia, o juiz responsável pelo caso estabeleceu prisão preventiva oficiosa e o prazo de seis meses para que o inquérito policial seja concluído.
Vídeo: Redes Sociais - Divulgação
O vídeo mostra que ainda havia fumaça no imóvel após o rescaldo
O artigo 19 da Constituição do México permite que um juiz decrete prisão preventiva oficiosa – isto é, automática –, sem que o Ministério Público precise comprovar sua necessidade cautelar no curso do processo.
A legislação é válida para crimes considerados dolosos, tais como: feminicídio, estupro, violência sexual contra menores de idade, homicídio doloso, sequestro, tráfico de pessoas, crimes violentos mediante uso de armas e explosivos, corrupção, uso de programas sociais para fins eleitoreiros, entre outros.
Situação dos animais
Segundo diferentes veículos de imprensa mexicanos, algo em torno de 40 a 60 cães conseguiram fugir do local depois que os vizinhos arrombaram a porta e as janelas. Ao menos três deles morreram na ocasião. No momento, os animais sobreviventes estão sob a guarda de um parente da vítima à espera de que sejam adotados.


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