Sexta-feira, 26 de junho de 2026
O duplo tremor, de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, ocorreu num intervalo de 39 segundos
Estado de emergência
Imagem: Redes Sociais - Print screen - Divulgação /
Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Vizinhas inteiras viraram escombros |
Ao menos 589 pessoas morreram e outras 2.980 estão feridas, por conta dos dois terremotos que sacudiram a Venezuela na última quarta-feira (24/6), conforme balanço apresentado pela presidenta encarregada Delcy Rodríguez, na manhã desta sexta-feira (26). Os abalos sísmicos, de 7,2 graus e 7,5 graus, ambos na escala Richter, ocorreram num intervalo de 39 segundos, às 18h04 e 18h05 no horário local (19h04 e 19h05 em Brasília), respectivamente.
“(...) Devemos informar que, lamentavelmente, já temos 589 pessoas falecidas e 2.980 pessoas feridas. Mas, também, resgatamos com vida dezenas de pessoas, o que nos causa alegria porque vão poder dar um abraço a sua família e a seus entes queridos”, expressou a líder venezuelana, acompanhada de ministros e assessores.
Os dados do Ministério da Saúde, publicados na noite dessa quinta-feira (25), mencionavam 235 vítimas fatais e 4.300 feridos.
Delcy Rodríguez decretou estado de emergência e informou que ao menos 214 réplicas do fenômeno sísmico já foram registradas desde a última quarta-feira (24). Ao todo, mais de 300 imóveis apresentaram danos estruturais, incluindo escolas, hospitais e edifícios comerciais e residenciais, de acordo com o diário local El Universal.
O estado de La Guaira foi o mais atingido pela tragédia, com mais de 100 imóveis danificados e mais de 70 mil famílias afetadas, publicou o canal de TV Globovisión.
Os dois terremotos provocaram pânico. Parte do teto do Aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetía, desabou. Com o principal aeroporto do país fechado, algumas companhias aéreas decidiram suspender os voos com destino a Caracas.
Comoção internacional
A Venezuela começou a receber apoio internacional, incluindo medicamentos, insumos, doações em dinheiro e a participação de resgatistas por parte da Cruz Vermelha Internacional e de países como Estados Unidos, El Salvador, Itália, Espanha, Chile, República Dominicana, Brasil, Vaticano, México, Panamá, União Europeia, entre outros. A Santa Sé, por exemplo, doou € 100 mil – cerca de R$ 590,6 mil na cotação atual – para as vítimas do terremoto.
Imagem: Redes Sociais - Divulgação /
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| Centenas de imóveis colapsados e inúmeras pessoas desaparecidas |
Já o Palácio do Planalto anunciou o envio de uma missão humanitária composta por bombeiros, agentes da Defesa Civil e de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Estes profissionais vão auxiliar na localização de aparelhos celulares que ainda estejam ligados, cujos sinais poderão contribuir para o resgate de vítimas sob os escombros.
O Brasil também destinará toneladas de equipamentos ao país vizinho. A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu a seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), o envio de um hospital de campanha em meio ao colapso na rede de saúde para atender os feridos.
Para facilitar o recebimento de ajuda financeira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aliviou temporariamente as sanções econômicas contra a Venezuela, ao permitir transferência de dinheiro de outros países. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (26) e vale até o próximo dia 23 de outubro.
Para além dos problemas já apontados, a Venezuela enfrenta uma onda de invasões e saques de mercadorias.
Fenômeno sentido em estados brasileiros
O duplo abalo sísmico foi sentido nos estados brasileiros do Amazonas, de Roraima, do Amapá e do Pará. Todos situados na Região Norte.
Os dois tremores, de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, foram registrados a 20,3 e 10 quilômetros de profundidade, respectivamente. O epicentro foi a 23 quilômetros ao sudeste da cidade de Yumaré, no estado de Yaracuy, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Imagem: Google Mapas - Reprodução
Região onde ocorreram os tremores marcada com o balão vermelho
Ainda segundo a entidade estadunidense, o segundo abalo ‘foi resultado de uma falha transcorrente rasa próxima ao complexo limite de placas entre as placas do Caribe e da América do Sul. Na localização do terremoto, a placa do Caribe se move para leste em relação à América do Sul a uma taxa de cerca de 20 mm/ano’.
O USGS também destacou que ‘o norte da Venezuela tem histórico de grandes terremotos devastadores’, ao citar que, em setembro de 2025, dois tremores sequenciais de 6,2 e 6,3 graus Richter deixaram 110 feridos.


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