Guatemala: série de ataques deixa policiais mortos

Domingo, 18 de janeiro de 2026

Atentados simultâneos matam sete policiais e ferem outros 11; a polícia está em alerta máximo

Imagem: Redes Sociais - Divulgação / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
Bombeiros atuam no socorro às vítimas

A Polícia Nacional Civil da Guatemala está em alerta máximo, por conta da série de ataques simultâneos em várias partes do país que deixaram ao menos sete policiais mortos e outras 11 pessoas feridas, neste domingo (18/1), noticiou o portal local Soy502. A autoria dos crimes ainda é desconhecida.

O diretor-geral da Polícia Nacional Civil, David Custodio Boteo, se manifestou em nota sobre os episódios, tendo, inclusive, recomendado alerta máximo aos agentes.

“Ante os recentes ataques covardes que tentaram enfraquecer nossa instituição e a paz dos cidadãos, me dirijo a vocês não apenas como diretor, senão como um policial mais que sente o orgulho e a dor de cada um de vocês (...); não permitiremos que o medo dite nossas ações; pelo contrário, estes ataques só reafirmam nosso compromisso de proteger e servir”, expressou David Custodio.

Por conta da onda de ataques, o Ministério da Educação da Guatemala suspendeu as aulas nas instituições de ensino em todo o território nacional, nessa segunda-feira (19). De acordo com o órgão, a medida ‘busca priorizar a segurança da comunidade educativa, especialmente da infância, adolescência e juventude, assim como do pessoal docente e administrativo’.

O Ministro do Interior, Marco Antonio Villeda, disse que os agentes foram atacados ‘covardemente por terroristas’ e elogiou o trabalho dos policiais em conter a crise na segurança pública.

Imagem: Redes Sociais - Divulgação / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial

Momento em que policiais atuam na contenção dos detentos no motim

O atentado contra forças de segurança guatemaltecas acontece no mesmo dia que a Polícia Nacional Civil libertou reféns após um motim numa penitenciária (fotos 2 e 3). Detentos vinculados a gangues teriam protestado contra a transferência de líderes do bando para presídios de segurança máxima no país.

A liberação dos reféns – entre eles agentes penitenciários – se deveu a uma ação conjunta da polícia com o Exército, que afirmou em redes sociais que o controle da unidade prisional foi retomado pelo Estado.

Imagem: Exército da Guatemala - Redes Sociais / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
Soldados do Exército capturam detentos envolvidos no motim no presídio

Ao menos sete suspeitos dos atentados contra policiais foram capturados nas últimas horas deste domingo (18) em meio a um operativo para coibir a ação de delinquentes.

A Câmara de Comércio da Guatemala se manifestou pelas redes sociais para cobrar por mais segurança, pedir patrulhamento por por parte de policiais e de militares do Exército e lamentou os assassinatos contra os agentes.

“Exigimos respostas contundentes ante a situação de insegurança que se vive no país e as ações à margem da lei cometidas no sistema penitenciário; (...) exigimos do presidente da República, que com o objetivo de resolver a grave situação de insegurança, que decrete um Estado de prevenção em todo o país, a fim de tomar medidas extraordinárias para manter a ordem pública e a segurança”, instou a entidade comercial.

Até a publicação desta reportagem, por exemplo, não havia nenhum posicionamento do presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, acerca do ocorrido.

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