Quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Os jornalistas são da emissora C5N e pretendiam mostrar o clima no país em meio às tensões com os EUA
Imagens: C5N - Reprodução / Qualidade das fotos melhoradas com inteligência artificial - Arte: Opinólogo
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| Adrián Salonia narrou o episódio de dentro do avião na Bolívia, enquanto que Nicolás Munafó, do aeroporto |
Três profissionais de imprensa do canal de TV C5N, da Argentina, foram retidos por duas horas no Aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetía, na Venezuela, quando tentavam ingressar, para uma cobertura jornalística acerca da situação do país em meio às tensões diplomáticas com os Estados Unidos (EUA). A equipe era formada pelos repórteres Adrián Salonia (foto à esquerda) e Nicolás Munafó (foto à direita), além do cinegrafista Sebastián Solís. O episódio ocorreu por volta das 2h dessa quarta-feira (10/12), no horário local.
Os jornalistas foram interrogados pela Polícia de Migrações e contaram sobre o objetivo deles em Caracas, onde ficariam hospedados, entre outros detalhes burocráticos. Os passaportes foram apreendidos e devolvidos duas horas depois, já durante a deportação.
“Sim, fomos expulsos sem nenhuma explicação (…); chegamos ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, de Caracas, ontem às 2h horas (hora local). Na Polícia de Migrações, nos pediram a documentação correspondente e lá esperamos durante duas horas. Nesse tempo, tiraram fotos nossas, nos fizeram dezenas de perguntas e registraram tudo (…); a Polícia de Migrações nos comunicou que não tínhamos entrada autorizada e nos conduziram a um corredor e rapidamente à ponte de embarque”, contou o repórter Adrián Salonia.
Para chegar à Venezuela, os periodistas argentinos tiveram de pegar um voo até a Bolívia, devido à falta de viagens diretas. Para retornarem à terra natal, tiveram de fazer baldeação novamente na nação andina.
Já na Bolívia, o jornalista Nicolás Munafó relatou à emissora ter recebido um telefonema de um funcionário da chancelaria venezuelana, pedindo desculpas pelo ocorrido e se colocando à disposição. Na ocasião, foi informado que devolveriam o mais breve possível as malas que ficaram retidas durante a expulsão. “Eu falei que não gostei que tirassem fotos nossas, nos filmassem e nos tratassem como delinquentes”, acrescentou.
Ao menos seis companhias aéreas suspenderam por tempo indeterminado voos para o país governado por Nicolás Maduro, por conta de um alerta emitido pelo governo norte-americano sobre o aumento de atividades militares na região do Caribe. Em retaliação por não terem restabelecido os serviços em até 48 horas após reunião com representantes do Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (Inac), este órgão cassou as licença dessas empresas.
Não é a primeira que vez que profissionais de imprensa têm ingresso proibido sem qualquer tipo de justificativa. Em agosto deste ano, dois periodistas do canal mexicano TV Milenio ficaram retidos e incomunicáveis por quase 24 horas, depois que autoridades venezuelanas confiscaram celulares, passaportes, documentos, entre outros equipamentos.

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