México: prefeito é assassinado a tiros em festival de finados

Domingo, 02 de novembro de 2025

Meses atrás, Carlos Manzo havia pedido ajuda armada do governo federal para enfrentar cartéis de drogas; ele era comparado a Bukele

Imagem: Redes Sociais - Print Screen - Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
O rosto das crianças foi ocultado pela reportagem

O prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, de 30 anos, no município mexicano de Michoacan, foi morto a tiros na noite desse sábado (1/11), durante o Festival das Velas, uma típica celebração local pelo Dia de Finados.

Foram ao menos sete disparos contra a vítima. Socorristas tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso. Houve correria por parte do público presente. Momentos antes, ele havia feito um discurso (foto) de abertura do festival.

Dois homens foram presos na ocasião e um terceiro acabou abatido pela equipe de segurança do mandatário municipal, divulgou El Financiero.

Coincidentemente, o crime ocorreu depois que Carlos Manzo decretou alerta vermelho na  cidade e pediu apoio armado do governo federal, em agosto passado. Ele instava a atuação do Exército e da Guarda Nacional por temer represálias após prisão de um suposto narcotraficante vinculado ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG).

Há um ano, mais precisamente em 29 de outubro de 2024, morreu na mesma praça o jornalista Mauricio Cruz Soles. Ele foi alvejado a tiros logo após entrevistar ao vivo Carlos Manzo, segundo o site La Jornada.

Em junho deste ano, Carlos Manzo havia lançado um programa de incentivo a policiais municipais, oferecendo recompensas de até um milhão de pesos mexicanos – cerca de R$ 292,6 mil – por prisões e apreensões relevantes, divulgou Infobae.

Meses antes de morrer, chegou a dizer numa entrevista que não queria ser o próximo presidente municipal da lista a perder a vida. De outubro de 2024 para cá, ao menos sete alcaides mexicanos foram executados por sicários. O caso mais emblemático foi o do prefeito de Chilpancingo, Alejandro Arcos, no estado de Guerrero. Foi assassinado seis dias após tomar posse, tendo sido decapitado, de acordo com Informador.

Antes filiado ao Movimento Regeneração Nacional (Morena) – o mesmo partido de esquerda da presidenta Claudia Sheinbaum –, o Carlos Manzo disputou a última eleição como candidato independente, em 2024. Devido ao discurso contra o crime organizado, era comparado ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

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