Federação irlandesa pedirá à Uefa para banir Israel dos campeonatos europeus de futebol

Domingo, 09 de novembro de 2025

Foram 74 votos a favor e sete contrários; entidade irlandesa acusa federação israelense de violar artigos da Fifa e da Uefa em Gaza

Imagem: Freepik - Gerada por inteligência artificial - Uso gratuito
Imagem ilustrativa de uma partida de futebol

A Associação de Futebol da Irlanda (FAI, na sigla em inglês) pedirá que a Associação de Futebol de Israel (IFA, na sigla em inglês) seja banida dos campeonatos europeus por supostas violações aos estatutos da Federação Internacional de Futebol Associação (Fifa) e da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa, na sigla em inglês).

No primeiro caso, por organizar clubes em assentamentos ilegais na Cisjordânia sem o consentimento da Associação Palestina de Futebol (PFA, na sigla em inglês). E no segundo, por “falha” na implementação de uma política antirracista “eficaz”, de acordo com The Irish Times.

Durante uma assembleia geral extraordinária, nesse sábado (8/11), a federação irlandesa votou a favor de enviar uma moção ao Comitê Executivo da Uefa para a exclusão de times israelenses. Foram 74 votos pelo sim, sete contrários e duas abstenções.

No mês passado, a Uefa já havia cogitado a possibilidade de suspender a IFA do futebol europeu, por conta do genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza. Por conta do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, a sanção não aconteceu.

Em setembro deste ano, os presidentes das federações futebolísticas da Turquia e da Noruega instaram que a entidade desportiva israelita fosse excluída de torneios internacionais, segundo o jornal The Times of Israel.

Anteriormente, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) já tinham apelado para que tanto a Fifa quanto a Uefa banissem a seleção israelense e os clubes locais de eventos esportivos em retaliação ao conflito em Gaza.

A morosidade em relação a Israel expõe uma suposta hipocrisia por parte da Fifa e da Uefa. A postura das duas entidades desportivas globais foi totalmente distinta, quando baniram a Rússia de participar de competições esportivas, em 2022, em rechaço à guerra contra a Ucrânia que ainda estava no começo.

Os protestos contra Israel se estenderam para além do esporte e incluem a cultura. Alguns países europeus ameaçam boicotar a edição 2026 do Eurovisión, festival musical europeu, caso a nação judaica participe. O tema será discutido em dezembro próximo na União Europeia de Radiodifusão (UER), detentora dos direitos do evento. Devido ao conflito bélico citado, Moscou também foi excluída desse concurso.

A cultura do cancelamento tem sido um instrumento poderoso e cada vez mais comum, embora nem sempre eficaz, para intervenções em temas geopolíticos, com o uso de sanções nas áreas cultural, esportiva, diplomática e econômica, a depender do caso.

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