Sexta-feira, 04 de janeiro de 2019
No Pará
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB-PA), pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, na última quarta-feira (2/1), o envio da Força Nacional de Segurança pelo prazo de seis meses, para combater os altos índices de criminalidade no estado.
“Trinta e seis municípios compõem mais de 80% dos índices de criminalidade, de acordo com dados estatísticos oficiais do ano de 2018. Partindo desses números, a nossa estratégia está montada para fazer esse enfrentamento”, justificou o mandatário.
O estado nortista tem 144 municípios.
No documento, o pedido é de que sejam enviados 500 agentes ‘com maior brevidade possível para fim de preservação da ordem pública’.
No Ceará
Assim como o Pará, o Ceará também solicitou o apoio da Força Nacional de Segurança para conter a onda de terror na Grande Fortaleza desde o último dia 2 deste mês. A diferença é que no estado nortista a violência simplesmente aumentou, enquanto que no estado nordestino os ataques parecem ter sido orquestrados e poderia ser um protesto à recente fala do novo secretário de Administração Penitenciário sobre não ver necessidade de separar prisioneiros por facções.
Imagem: Ministério da Justiça e Segurança Pública /
Reprodução
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| A Força Nacional de Segurança foi criada por decreto, em 2004, durante o primeiro governo Lula |
O supramencionado ministério atendeu o pedido e começou a enviar 300 agentes (foto) das polícias Federal e Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) pelo prazo de 30 dias.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA) enviará 100 policiais para auxiliar na segurança, após pedido feito por seu homólogo cearense Camilo Santana (PT-CE).
Até a noite desta sexta-feira (4), ao menos 22 ônibus foram incendiados, publicou o jornal local ‘O Povo’. Para garantir a mobilidade urbana, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) disponibilizará 36 veículos até a meia-noite de hoje. Cada coletivo contará com a presença de três policiais. Durante a madruga, a frota será reduzida e contará com um comboio policial.
Pelo menos 50 pessoas foram presas e/ou apreendidas sob suspeita de envolvimento nos ataques, informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social. Mais de 250 detentos da Casa de Privação Provisória de Liberdade 3 serão autuados por, supostamente, terem ordenados os ataques, desobediência, resistência e motim.
Cerca de 60 atos de vandalismo foram registrados e vão desde a tentativa de derrubar um viaduto, em Caucaia, e explodir um posto de gasolina a incêndios a ônibus e carros e depredação de órgãos públicos, segundo o ‘Diário do Nordeste’.

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