Segunda-feira, 15 de maio de 2017
O empresário e ex-banqueiro Ronald Levinsohn – ex-dono do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), no Rio de Janeiro – não é mais réu na operação Recomeço, que investiga o rombo de R$ 90 milhões no Postalis e Petros, fundos de pensão dos Correios e da Petrobras, respectivamente. A decisão é da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), em julgamento ocorrido no último dia 9 de maio, informou o portal “ConJur” (Consultor Jurídico) nesta segunda-feira (15).
A ação foi trancada por inépcia da denúncia e atipicidade das acusações envolvendo Levinsohn, depois que seus advogados ingressaram com um Habeas Corpus. Isso quer dizer que a denúncia contra ele é, supostamente, genérica, carece de dados ou as acusações não estão detalhadas, ainda mais se não houver testemunhas, o que dificultaria a continuidade do processo. Segundo a defesa, os delitos mencionados nos autos teriam ocorrido entre 2009 e 2010, quando o grupo Galileo Educacional – à época comandado pelo ex-juiz eleitoral e empresário Márcio André Mendes Costa –realizou uma operação de debêntures, avaliada em R$ 100 milhões, e deu como garantia aos investidores as mensalidades do curso de Medicina da Universidade Gama Filho (UGF), também no Rio de Janeiro. Ainda segundo os advogados, Ronald Levinsohn só teria negociado a transferência de mantença para o grupo educacional a partir de 2011.
Em julho de 2016, Levinsohn foi alvo da operação Recomeço – do Ministério Público Federal (MPF) com a Polícia Federal (PF) – por, supostamente, fazer parte de uma organização criminosa que agravou a situação financeira da Universidade Gama Filho (UGF) e que teria aplicado um golpe nos supracitados fundos de pensão. A grana obtida com a operação financeira deveria ser usada para reequilibrar as contas da Gama Filho. Na ocasião, ele teve de pagar fiança de R$ 8,8 milhões para poder responder em liberdade, assim como os demais acusados, entre eles alguns dos herdeiros da família Gama Filho. O processo tramita na 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Ronald Levinsohn estava sendo acusado de supostos crimes de: associação criminosa; contra o sistema financeiro, ao negociar títulos ou valores mobiliários sem garantia suficiente aos investidores; e de apropriar-se de bens, títulos e/ou dinheiro e desviá-lo para proveito próprio ou alheio na ordem de nove vezes.
Votaram a favor do trancamento da ação penal os desembargadores Marcello Granado e Messod Azulay Neto, por entenderem que o MPF não tinha elementos concretos contra o acusado. A relatora do Habeas Corpus, desembargadora Simone Schreiber, foi voto vencido. Ela se posicionou parcialmente favorável.
A título de curiosidade: o grupo Galileo Educacional surgiu de forma nebulosa em 2010. Em 28 de maio foi criada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) a empresa Rio Guadiana Participações S/A. Somente em 11 de agosto que a razão social foi alterada para Galileo Educacional Administradora de Recursos Educacionais. Em dezembro do mesmo ano surgiu a Galileo SPE Gestora de Recebíveis S/A. Portanto, a reportagem do “ConJur” dá a entender que as negociações em torno da UGF, supostamente, teriam iniciado antes mesmo da criação da mantenedora, cuja falência foi decretada pela Justiça fluminense em 2016.
Estudei nos tempos da epoca de ouro da univercidade ate 2007,os professores recebiam,os cursos de graduacao funcionavam regularmente, depois desta manobra do sr ronald e cia,familiares e membros da gama filho,a faculdade assim como o colegio de nivel medio foram psra ralo,sumiram com documentos de alunos,professores e ex funcionarios nao receberam salarios e rescisoes, no tst parece que ronald e blindado,agora quem recebia desta instituicao tomou calote e a nossa justica parece pouco interessada em resolver o problema.
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