Subsecretária de Transporte do Rio, Kelly Serra, poderá ser investigada por falsidade ideológica

Quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Imagem: Facebook / Reprodução
Kelly Serra
A subsecretária municipal de Transporte do Rio de Janeiro, Kelly Serra do Amaral (DEM-RJ), poderá ser investigada pela Polícia Federal por suposto crime de falsidade ideológica em sua prestação de contas de campanha. A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) requereu, nessa quarta-feira (15/2), que fosse apurada a informação publicada pelo jornal “O Globo” de que ela, supostamente, mentiu possuir nível superior.

Merendeira e substituta do secretário de municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, quem também é vice-prefeito, Kelly teria declarado à Justiça Eleitoral ter se formado em Direito pela Universidade Gama Filho (UGF), em 2013, no ano anterior ao descredenciamento por parte do Ministério da Educação (MEC). Não houve entrega de cópia de diploma ou certificado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), apenas uma declaração de próprio punho. No entanto, segundo o diário carioca, ela nunca foi aluna dessa instituição de ensino superior (IES), e sim do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), que também teve a licença revogada na mesma ocasião. Gama Filho e UniverCidade tinham a mesma mantenedora: o grupo Galileo Educacional.

A Universidade Veiga de Almeida (UVA) herdou o curso de Direito da UniverCidade, por meio da Política de Transparência Assistida do MEC. A instituição recebeu dados de estudantes e ex-estudantes, inclusive a competência de emitir a segunda via de documentos como histórico, diploma, certificado de conclusão de curso, entre outros, por exemplo, e informou ao “O Globo” de que Kelly teria abandonado a graduação no 8º período, faltando mais de um ano para conclui-la. Note-se que ela não teria trancado, para que pudesse reaproveitar posteriormente as disciplinas cursadas na UVA ou em qualquer outra IES concorrente.

A possível abertura da investigação contra Kelly Serra está condicionada à checagem das informações declaradas à Justiça Eleitoral. No ano passado, ela foi eleita suplente de vereador. Em prática significa que se algum parlamentar da coligação dela deixar o cargo ou se licenciar, ela poderá assumir a vaga.

1 Comentários

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  1. Brasil: Um país bizarro.Fica difícil torná-lo menos corrupto porque com tudo o que está acontecendo certa camada social não está nem aí

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