Domingo, 15 de janeiro de 2017
Só neste mês de janeiro, foram quatro motins; alguns prisioneiros no Paraná fogem da cadeia depois de explosão de muro
Mesmo antevendo a possibilidades de rebeliões em presídios, autoridades que integram a Segurança Pública não fizeram nada para evitar isso. Foram ao menos quatro motins só este mês de janeiro. Definitivamente, o Brasil pode estar perdendo o controle de suas penitenciárias para os prisioneiros. Ou de nada adianta prever o futuro se não for possível muda-lo.
Imagem: Governo RN / Reprodução
![]() |
| Policiais entram no presídio de Alcaçuz para contar rebelião |
Somente no Amazonas, aconteceram duas rebeliões, sendo a primeira entre os dias 1º e 2 deste mês, com 60 mortos, num confronto entre o PCC e a Família do Norte. Já a segunda, no domingo passado (8), com mais cinco óbitos.
No último dia 6 de janeiro, a Penitenciária Agrícola Monte Cristo (PAMC), em Roraima, registrou 33 mortos durante motim, o que levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a querer denunciar a crise do sistema prisional brasileiro para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Na maioria desses episódios, sem nenhuma participação policial, as decapitações e os esquartejamentos foram as principais marcas registradas nesse show gratuito de carnificina. Provavelmente, os assassinos acham que não têm nada a perder, por já estarem presos. Foram 98 óbitos desde então. Teoricamente, os massacres não foram em protestos pela superlotação. Aparentam ser supostos acertos de contas entre quadrilhas que disputam controlar as cadeias, portanto, não se trata de uma batalha direta contra o Estado.
Para completar, pelo menos 23 prisioneiros do Complexo Penitenciário de Piraquara, no Paraná, teriam fugido na madrugada deste domingo (15), após a explosão de um muro e troca de tiros contra a polícia. Outros dois detentos que tentavam fugir foram mortos, publicou o portal “G1”.
As recentes rebeliões e fugas ocorridas reafirmam para uma crise na segurança pública a nível nacional. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, o assassinato de ao menos 11 policiais neste início de 2017 reforça isso. Mais um problema entre tantos, que inclui a desvalorização da categoria e os constantes atrasos salariais por parte do governo fluminense. Estas questões precisam ser combatidas e resolvidas urgentemente!!! Afinal, sem policial fica impossível lutar contra o caos e a favor do (r)estabelecimento da ordem pública.

Postar um comentário
Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.
O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.