Quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Imagem: Stockvault / Reprodução / Uso gratuito
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Algumas das regiões mencionadas apresentaram registros de epizootias (morte de macacos) entre 2016 e 2017, mesmo sem comprovação laboratorial para atestar a causa dos óbitos.
Dos 16 casos já confirmados, três deles ocorreram no município de Imbé de Minas e não houve ocorrência de epizootias. Já em Caratinga e Ipanema, por exemplo, duas mortes cada e com registro de morte de primatas. Em São Sebastião do Maranhão e em Entre Folhas não houve, até então, registro de doentes. Contudo, houve óbito de macacos.
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG) disse que a incidência de febre amarela é grave, ‘mas não é motivo para alarme por parte da população’. Ele acrescentou que moradores das áreas urbanas dos municípios afetados não precisam se preocupar, a não ser que vão com frequência para a área rural.
“Não temos nenhum motivo de alarme. A situação de fato é preocupante, mas não é um risco eminente de epidemia. O que nós estamos fazendo é tomar ações preventivas nas regiões afetadas envolvendo especialmente a vacinação. Se você mora em área urbana num dos municípios que está sendo afetado, você não tem motivo para se preocupar, a não ser que se desloque regularmente para a área rural. Aí, sim, você deve procurar um posto de saúde e se vacinar. Quem mora em área rural já está sendo contatado pelas nossas equipes de campo. Estamos indo de casa em casa vacinar as pessoas”, garantiu o mandatário.
O Ministério da Saúde ficou de encaminhar 285 mil doses da vacina ao estado esta semana. Somadas as 280 mil já em estoque pelo governo estadual, serão 565 mil doses disponíveis. Outrossim, é que o órgão federal enviou ao Sudeste duas equipes de pesquisadores e epidemiologistas para auxiliar nos exames laboratoriais e em atividades preventivas.
A prevenção ocorrerá em duas doses, sendo a segunda 30 dias depois da primeira. A vacina é contraindicada para portadores de HIV/Aids com carga viral elevada, imunodeprimidos e alérgicos grave a ovo.
Na última sexta-feira (6/1), a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi notificada sobre o surto da doença pelo ministério, conforme prevê o Regulamento Sanitário Internacional.
A febre amarela é transmitida por mosquitos. Nas zonas urbanas, pelo Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, a zika e a chikungunha. Em áreas silvestres, pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes.
A doença acomete tanto o ser humano quanto macacos. Estes acabam se tornando hospedeiros do vírus. Se um mosquito picá-los pode carregar o vírus e transmiti-los às pessoas.
Os sintomas iniciais da doença são: febre, dores de cabeça e musculares, calafrios, náuseas e vômitos podem durar até três dias. A forma mais grave da enfermidade pode ocorrer até dois dias após um breve período de bem-estar, capaz de causar: icterícia (olhos e pele amarelados), hemorragias, insuficiências hepática e renal e cansaço intenso.
Dengue, zika e chikungunha em 2016
A propósito: em todo o ano de 2016, Minas Gerais teve 528.251 casos prováveis (confirmados + suspeitos), com 288 mortes, ademais de 14.438 casos prováveis de febre por zika e 491 casos prováveis de febre por chikungunha.
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