Terça-feira, 28 de junho de 2016
Informação atualizada em 28/06/2016, às 10h03
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A operação Recomeço já conseguiu prender temporariamente seis dos sete acusados, informou o jornal “O Globo”. Três deles teriam se entregado à Polícia Federal nessa segunda-feira (27/6), entre eles o ex-sócio do grupo Galileo Educacional Ricardo Magro e outro antigo proprietário da Universidade Gama Filho (UGF), Alfredo Muniz.
O terceiro nome, segundo o “Jornal Nacional”, se trataria de ex-diretor do grupo Galileo Educacional Carlos Alberto Peregrino da Silva, quem teria prestado depoimento e negado as acusações.
O terceiro nome, segundo o “Jornal Nacional”, se trataria de ex-diretor do grupo Galileo Educacional Carlos Alberto Peregrino da Silva, quem teria prestado depoimento e negado as acusações.
Eles eram considerados foragidos desde a última sexta-feira (24), quando o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) e a Polícia Federal deflagraram a operação, que na ocasião havia prendido o antigo dono da UGF Paulo Gama, seu advogado Roberto Roland Rodrigues Júnior, além do ex-diretor do Postalis (fundo de pensão dos Correios) Adilson Florêncio da Costa.
Não há informações de que o ex-acionista majoritário da mantenedora Márcio André Mendes Costa tenha se entregado. Ele teve o nome incluído na lista de procurados da Interpol. Atualizações poderão ocorrer ao longo do dia nesta reportagem. Recomenda-se que o leitor a visite mais de uma vez.
A operação Recomeço contou com 60 policiais federais que, além dos sete mandados de prisão temporária, cumpriam 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. Mais de R$ 1,35 bilhão foram bloqueados judicialmente no Brasil e no exterior pertencentes a 46 pessoas físicas e jurídicas. Os acusados são investigados por supostos crimes de gestão fraudulenta, desvio de recursos de instituição financeira, associação criminosa e negociação de títulos sem garantia suficiente.
Em dezembro de 2010, o grupo Galileo Educacional, então controlado pelo advogado Márcio André Mendes Costa, emitiu, com mediação do Banco Mercantil, R$ 100 milhões em debêntures, que foram adquiridas pelo Postalis e Petros (fundo de pensão da Petrobras). As mensalidades do curso de Medicina da UGF foram dadas como garantia aos investidores. O que parecia um investimento, tornou-se uma dor de cabeça. Os investigadores afirmam que os dois fundos de pensão tiveram prejuízos somados de R$ 90 milhões, e que grande parte do valor dos títulos financeiros teria sido embolsada pelos réus e por pessoas jurídicas. O que pode ter provocado ou agravado a crise financeira da UGF e tê-la levado ao descredenciamento junto com o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), teoricamente controlado pelo mesmo mantenedor, em janeiro de 2014.
Logo após o descredenciamento, o Postalis disse ter recebido R$ 44,6 milhões do grupo Galileo Educacional. A cifra era mais da metade dos R$ 81,4 milhões investidos na Gama Filho.
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