Domingo, 22 de maio de 2016
Imagem: Tatiana Martins /
Cedida ao OPINÓLOGO
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| Aqui começa a 3ª Guerra Mundial |
“Hoje fiz algo que já vinha pensando em fazer. Entrei no prédio da universidade onde pensei que um dia eu iria me formar em Pedagogia, e a situação que o prédio se encontra me deixou muito arrasada. Pois, vê-se tudo destruído e abandonado, livros rasgados pelo chão, fotos, provas, enfim tudo acabado. Fui à procura de documentos, mas não encontrei. Faria tudo de novo”, disse Tatiana Martins.
A aluna entrou ontem (21/5) no prédio pela porta dos fundos, que estava totalmente desprotegida. Disse ter ido ao local para mostrar a situação de abandono e na tentativa de achar mais documentos. Ela é uma entre tantos que se sentem indignados com o destino de sua faculdade. Ao voltar neste domingo (22), já haviam colocado um cadeado. É a mesma estudante, que, há mais de dois anos, encontrou pastas com documentos acadêmicos em caçambas de lixo próximas à unidade.
Imagem: Tatiana Martins / Cedida ao OPINÓLOGO
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| Um retrato do descaso |
“Sabe aquela dor no coração, aquele nó na garganta, aquele sentimento de injustiça? Surgiu quando vi a unidade Madureira da UniverCidade desse jeito!! Dói saber que tantos sonhos, tantos planos ficaram juntos com os lixos que hoje se acumulam dentro da unidade!! Dói meu coração ter estudado numa instituição desde o ensino fundamental até o [ensino] superior e ver no que ela se transformou!! Dói mais ainda saber que a impunidade reina e que os bandidos ainda estão no poder!!”, lamentou a vice-presidente do diretório estudantil, Vanessa Silva.
Imagem: Tatiana Martins /
Cedida ao OPINÓLOGO
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| As traças e o tempo se encarregarão de acabar com o que restou |
Como é de conhecimento público, a UniverCidade foi descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC), em janeiro de 2014, sob alegação de suposta ‘baixa qualidade acadêmica’. Na época, professores e funcionários viviam em greve e paralisações, por conta dos constantes atrasos salariais. A Universidade Gama Filho (UGF) também teve sua licença revogada na ocasião e pelos mesmos motivos. Ambas as instituições de ensino superior (IES) eram, teoricamente, geridas pelo grupo Galileo Educacional.
O imóvel da unidade Madureira está avaliado em R$ 10 milhões, e pertence à Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa), do empresário Ronald Levinsohn.
Imagem: Tatiana Martins / Cedida ao OPINÓLOGO
O descredenciamento das duas IES é uma ferida que continua aberta na comunidade acadêmica, mesmo que se tenha passado tanto tempo. Muitos docentes não receberam salários atrasados, e alunos também foram prejudicados durante a transferência assistida do MEC: tiveram de refazer matérias, não conseguiram comprovar que recebiam descontos em mensalidade, entre outros. E para completar, a Justiça fluminense decretou a falência do grupo Galileo Educacional e suspendeu o processo de recuperação judicial em andamento, para reerguer as duas IES.




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