Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Imagem: Joel Alvarez / Copiada da Wikipédia /
Reprodução / Creative Commons
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| Evo Morales durante uma cerimônia de posse |
Na prática, o Congresso, de maioria governista, buscava burlar sua própria Constituição para que Morales pudesse ser reeleito novamente em 2019 para governar de 2020 até 2025.
O primeiro mandato de Morales ocorreu entre 2006 e 2010, sendo que em 2009, a Bolívia aprovou uma nova Constituição, que permitiria apenas uma reeleição consecutiva com duração de cinco anos. A ideia era desconsiderar o primeiro período de governo, porque foi antes da reforma de sua carta democrática. Com isso, os mandatos considerados seriam a partir de 2010 como se fosse o primeiro, enquanto a primeira reeleição, de 2015 a 2020.
O medo de uma eventual crise econômica, por conta da queda no preço do gás natural, principal produto de exportação, ademais a casos de corrupção em seu governo, pode ter levado Morales à derrota. Não é possível dizer se a crise na Venezuela, com vieses político, econômico e moral, influenciou o resultado negativo.
A derrota de Morales foi comemorada pelo ex-presidente Jorge Quiroga nas redes sociais: “Oficial: Bolívia diz não ao autoritarismo, não à corrupção, não ao Chavismo, não ao narcotráfico, não ao desperdício”.
“Bolívia disse não ao poder eterno para roubar, para esbanjar e perseguir (...)”, continuou Quiroga.
Vale frisar que, em 2015, foi divulgado por inúmeros meios de comunicação que pessoas muito próximas a Evo Morales e ao vice-presidente Alvaro García Linera seriam alvos de investigação da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) por supostos nexos com o narcotráfico.
Não seria estranho se até 2019 políticos governistas tentassem atropelar a vontade do povo e promovessem uma nova consulta popular.

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