Sábado, 22 de agosto de 2015
Em delação premiada à Justiça do Paraná, que centraliza as investigações da operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef teria dito que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), supostamente, atuou para que o Postalis – fundo de pensão dos Correios – comprasse debêntures do grupo Galileo Educacional entre 2010 e 2011, noticiou a revista “Época”.
Ainda, segundo a publicação, o parlamentar tinha “ingerência” sobre o fundo e era responsável pela indicação do diretor financeiro. “Época” disse que o Postalis investiu R$ 75 milhões. No entanto, os valores foram bem mais altos: R$ 81,4 milhões, de acordo com o próprio Postalis logo após o descredenciamento da Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro, em janeiro de 2014.
A mantenedora tinha dado como garantia na operação financeira as mensalidades do curso de Medicina da UGF. Ao todo foram R$ 100 milhões em títulos emitidos pelo Banco Mercantil. O Petros, fundo de pensão da Petrobras, também entrou no negócio.
Imagem: Reprodução
![]() |
| A operação pode ter sido bem-sucedida, mas cadê o dinheiro??? |
Em junho passado, a revista “IstoÉ” publicou que o empresário Milton Lyra era um achegado do peemedebista e que teria, supostamente, tramado junto ao ex-acionista majoritário da Galileo Educacional Márcio André Mendes Costa um golpe contra o Postalis e o Petros, conforme investigação em andamento da Polícia Federal. Marcus Vinícius Mendes Costa, irmão de Márcio André, seria um sócio minoritário do referido banco.
“IstoÉ” afirmou também que da grana dos fundos de pensão destinada à Gama Filho, o senador Renan Calheiros (PMDB) teria, supostamente, embolsado R$ 30 milhões, enquanto os petistas senador Lindbergh Farias (RJ) e deputado federal Luiz Sérgio (RJ), R$ 10 milhões cada.

Postar um comentário
Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.
O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.