Ucam: em nova assembleia, docentes continuam greve iniciada em 22 de junho

Sábado, 11 de julho de 2015

Imagem: Ucam / Facebook / Reprodução
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Docentes da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, em nova assembleia, nessa sexta-feira (10/7), decidiram dar continuidade à greve iniciada no último dia 22 de junho, por conta de atrasos salariais. Vale frisar que 80% da categoria está sem ver a cor da grana há quatro meses, enquanto os demais 20%, desde janeiro deste ano.

“Durante a reunião, o presidente da Associação de Docentes e Funcionários da Universidade Cândido Mendes (Procam), Hélio Borges, relatou a proposta do reitor Cândido Mendes: os professores deveriam voltar às aulas ainda no dia 10 de julho, mediante a promessa de que a Ucam pagaria dois dos salários atrasados na próxima terça-feira (14/7). Além disso, a universidade apresentaria um calendário até o dia 30/07 de quitação dos atrasados”, informou o sindicato da categoria, Sinpro-Rio.

Para retornar às funções, os docentes exigiram que todos os salários de 2015 fossem colocados em dia, ademais a apresentação de propostas de reformas administrativa e financeira.

Uma nova assembleia foi agendada para as 18h30 da próxima quinta-feira (16), na unidade Centro, na Rua da Assembleia, nº 10.

Não há informações se a greve afeta todos os campi ou não, nem se toda a categoria a aderiu. Nas redes sociais, a Ucam mantém normalmente inscrições abertas para o segundo semestre de 2015.

No mês passado, o professor Hélio Borges havia informado que os gestores só poderiam garantir o pagamento de até R$ 1 mil para quem ganhasse até R$ 2,5 mil. Na ocasião, o plano de saúde dos funcionários não estava pago.

Em fevereiro deste 2015, os profissionais também interromperam as atividades, queixando-se de atraso no salário e no repasse de contribuições trabalhistas como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e ao Instituto Nacional de Seguridade Social. Recentemente, a entidade sindical obteve na Justiça decisão na qual obrigava a IES a depositar o FGTS dos últimos 30 anos. A Cândido Mendes recorreu.

Os atrasos salariais da Ucam chegaram a ser denunciados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), de 2013, para apurar supostas irregularidades em IES privadas fluminenses. Conforme destacado por OPINÓLOGO, o documento deixou muito a desejar.

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