UniverCidade: um ano após o descredenciamento, professores farão manifestação

Sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Categoria pede que quem puder, vá de carro

Professores do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), no Rio de Janeiro, farão uma manifestação na próxima segunda-feira (2/2). Eles protestam contra os descasos que persistem após o descredenciamento da instituição de ensino superior (IES), que completou um ano no último dia 13 de janeiro. O ponto do encontro será na antiga unidade Ipanema, na Zona Sul, às 10h da manhã.

“Completamos um ano de descredenciamento E até agora ninguém se pronunciou sobre os pagamentos os demitidos pelo grupo Galileo [Educacional], além dos direitos trabalhistas, desde a administração Ronald Levinsohn”, enfatizou a Associação Docente da UniverCidade (Adoci).

“Quem puder e tiver condições, por favor, deve ir de carro, vez que haverá deslocamento [a partir das 10h30], orientou a categoria.

“A manifestação será pacífica e não permitiremos qualquer tipo de violência. Vamos gritar e mostrar a sociedade que nós, professores, estamos cobrando os nossos direitos. Leve cartaz, faixas, apitos, panelas etc... queremos muito barulho”, continuou.

Antes de continuar, é preciso deixar claro que este ato não é organizado pelo sindicato da classe. É uma iniciativa dos próprios profissionais.

Como se sabe, desde 2003, que os educadores passam por problemas trabalhistas, desde atrasos salariais ao não recolhimento do INSS e do FGTS, por exemplo. A crise se agravou quando o empresário Ronald Levinsohn vendeu a IES para o grupo Galileo Educacional, que esteve primeiramente sob o controle do empresário e ex-juiz eleitoral Márcio André Mendes Costa, e depois nas mãos do empresário e pastor Adenor Gonçalves dos Santos.

Em janeiro de 2014, a UniverCidade e a Universidade Gama Filho (UGF), ligadas ao mesmo grupo empresarial, tiveram revogadas suas licenças de prestação de serviço. Não tendo como descredenciá-las por problemas financeiros e administrativos, greves, e num afã de dar uma resposta a alunos e professores para tirá-los de seu pé, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) – vinculada ao Ministério da Educação (MEC) – alegou suposta 'baixa qualidade acadêmica'. O ano letivo já estava praticamente perdido.

O descredenciamento pode ter sido um favor às duas IES que passavam por crise financeira. Desse modo, o MEC rompia o vínculo legal que o permitia puni-las pela má prestação de serviço e até mesmo cobrar para entregassem a papelada acadêmica às instituições vencedoras da Política de Transferência Assistida (PTA).

Com essa PTA, nem todos os trabalhadores – docentes e funcionários administrativos – foram contratados pelo Consórcio Rio Universitário (formado pelas universidades Estácio de Sá, Veiga de Almeida (UVA) e a Faculdade de Tecnologia (Fatec) do Senac RJ). Da mesma forma, nem todos os discentes se deram bem, conforme já mostrado por OPINÓLOGO.


Por falar na UGF, na próxima terça-feira (3), um imóvel situado atrás do campus Piedade, na Rua Xavier dos Pássaros, nº 180 – lote do 01 PAL 35313 – poderá ir a leilão para o pagamento de dívidas à funcionária administrativa Luzia Coelho Dias. O mesmo está avaliado em R$ 1 milhão. O evento, organizado pelo leiloeiro público Paulo Roberto Alves Botelho, acontecerá no auditório do Tribunal, na Rua do Lavradio, nº 132, 10º andar, no Centro do Rio.

Apenas para não gerar erro de interpretação: NÃO é o campus da Gama Filho que está sendo leiloado por esse valor, e sim apenas um imóvel.

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