Copa do Mundo: a Alemanha conquistou o Brasil

Domingo, 13 de julho de 2014

Alemanha conquistou o país do futebol com responsabilidade social

Imagem: Agência Brasil / Marcelo Casal Jr. /
Reprodução / Creative Commons
A taça é deles
A Alemanha venceu a Copa do Mundo de 2014 no Brasil (foto 1). Tornou-se tetracampeã. A partida foi decidida no segundo tempo de prorrogação com um único gol, do camisa 19, Mario Goetze, contra a Argentina, no Maracanã, no Rio de Janeiro, neste domingo (13/7). A taça foi apenas uma das conquistas do time europeu em passagem pelo país.

Há algum tempo, os alemães já tinham conquistado o coração dos brasileiros, estes, em sua maioria, que torceram por essa seleção na final, apesar do 7 a 1 contra o Brasil na semifinal do último dia 8 de julho, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Durante os mais de 30 dias que estiveram concentrados na Bahia, aparentemente, fizeram mais do que os governos locais: doaram 10 mil euros (equivalente a R$ 31 mil) a uma comunidade indígena, para que comprasse uma ambulância; construíram um campo de futebol para um time da região; garantiram a manutenção de um colégio por três anos; ainda por cima construíram o próprio ponto de concentração na cidade de Santo André, no distrito de Santa Cruz Cabrália. Tudo isso poderia ser considerado uma espécie de campanha para conquistar os anfitriões, que contou com o fato de terem vestido, em certas ocasiões, o uniforme rubro-negro (foto 2), semelhante aos usados pelos times do Vitória (BA) e do Flamengo (RJ). E fizeram dois vídeos promocionais: um de entrada ao campeonato gravado na voz de Margareth Menezes com a música “A Luz de Tieta”, outro de agradecimento.

Imagem: Agência Brasil / Marcelo Casal Jr. /
Reprodução / Creative Commons

Alemães de rubro-negro derrotando o Brasil
O primeiro vídeo foi retirado da página oficial dessa seleção, pois a empresária de Caetano Veloso, Paula Lavigne – também sua ex-mulher –, contestou o time europeu por ter usado a canção dele sem autorização.

Em nota, o governo da Bahia agradeceu a “mídia espontânea” pela Alemanha e o legado deixado. Na verdade, os alemães “colonizaram” o Brasil com responsabilidade social. Não há outra definição melhor para isso.

A partida contou a presença: da presidente Dilma Rousseff, que foi vaiada e xingada novamente quando entregava a taça; da chanceler alemã Ângela Merkel; do presidente e secretário da Fifa, Joseph Blatter e Jerôme Valcke, respectivamente; entre outros líderes.

O favoritismo brasileiro pelos alemães já era certo, levando em conta a rivalidade no esporte entre torcedores brasileiros e argentinos, personificada em Pelé e Diego Maradona, respectivamente.

Post a Comment

Sua opinião será publicada, logo que aprovada, conforme Política de Uso do site.

O OPINÓLOGO agradece o seu comentário.