Sexta-feira, 06 de junho de 2014
Informação atualizada em 06/06/2014, Às 13h04
Grupo urina em imagem da Virgem Maria, põe gasolina e a queima
Informação atualizada em 06/06/2014, Às 13h04
Grupo urina em imagem da Virgem Maria, põe gasolina e a queima
Pelo menos duas entidades religiosas emitiram notas de repúdio pelo ato de vandalismo ocorrido em Carrapateira, na Paraíba. No último dia 3 de junho, um grupo de pessoas, supostamente evangélicas, teria urinado em uma imagem da Virgem Maria. Depois, jogado gasolina e ateado fogo.
Em nota, a Diocese de Cajazeiras disse ter prestado queixa nos 'órgãos públicos responsáveis', para que os autores sejam criminalizados com base no artigo 208 do Código Penal Brasil: “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, diz o trecho da Lei nº 2.848/40. A pena pode ser convertida em multa ou de um a três anos de prisão. O documento é assinado pelo padres Agripino Ferreira de Assis e Antonio Luiz do Nascimento, vigário geral e chanceler da Cúria, respectivamente.
“Urinaram em cima da imagem, jogaram gasolina e queimaram Nossa Senhora. Dizem que os católicos estão condenados ao inferno”, contou o padre Querino Pedro Cirilo, quem administra a Paróquia Santo Afonso, em Carrapateira. Ao que parece, os casos de intolerância não param por aí. Esse religioso acrescentou que até nas escolas, supostos evangélicos estariam dizendo a crianças católicas de que estão 'condenadas ao inferno', e que as paredes da paróquia foram alvos de pichação.
Ainda, segundo o padre Querino, as pessoas que depredaram a imagem teriam um suposto vínculo com o pastor Luiz Lourenço, conhecido na região como pastor 'Poroca'. Ao site local 'Diário do Sertão', o líder evangélico negou ter qualquer participação no caso. No entanto, com um discurso xiita e repugnante, tentou justificar o vandalismo por meio de passagens bíblicas, ao dizer que 'não se pode adorar imagem, que é demônio'. Questionado pela reportagem paraibana sobre a possibilidade de algum fiel estar envolvido, disse que então só estaria cumprindo o que determinam as escrituras sagradas (vídeo).
Vídeo: Diário do Sertão / Cedido ao OPINÓLOGO
Ainda, segundo o padre Querino, as pessoas que depredaram a imagem teriam um suposto vínculo com o pastor Luiz Lourenço, conhecido na região como pastor 'Poroca'. Ao site local 'Diário do Sertão', o líder evangélico negou ter qualquer participação no caso. No entanto, com um discurso xiita e repugnante, tentou justificar o vandalismo por meio de passagens bíblicas, ao dizer que 'não se pode adorar imagem, que é demônio'. Questionado pela reportagem paraibana sobre a possibilidade de algum fiel estar envolvido, disse que então só estaria cumprindo o que determinam as escrituras sagradas (vídeo).
Vídeo: Diário do Sertão / Cedido ao OPINÓLOGO
No site da Diocese de Cajazeiras há uma nota, em primeira pessoa e sem identificação de autoria, que cita o artigo 5º da Constituição Federal:
“Fico pensando na falta de tolerância espiritual com que algumas mentes vazias de conceitos têm. A religiosidade e suas manifestações são protegidas pela Lei da Constituição Federal que diz:
'é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;' (Art. 5, inc. VI)
Se fossemos olhar apenas o direito à expressão religiosa que todos têm já seria o bastante para argumentar tamanha ignorância (sic) que aconteceu ontem na Cidade de Carrapateira, sede da Paróquia de Santo Afonso, que tem como Administrador Paroquial, o Pe. Querino Pedro Cirilo (...).
Sabe-se que todos têm direito e liberdade de expressar sua fé, mas viola a Leio e o valor ético quando interfere e mais ainda, difama e agride a Fé alheia. Os Católicos veneram Maria como Mãe de Deus e da humanidade e para tanto merece o mínimo de respeito. Se for para justificar pela Palavra de Deus, também está escrito que:
'todas as gerações a chamarão de Bem-Aventurada' (cf. Lc 1, 48)
Todas as gerações, não pode ser interpretada como uma parte dela, mas todas, sem distinção. Aos que não aceitam, conhecem a Palavra, mas a Palavra ainda não lhe tocou o coração. Somente para refletir!”.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) também repudiou os atos de vandalismo, e salientou que cada vez mais ocorrem 'ataques' a jovens em estabelecimentos de ensino: “(...) Parte de professores que passam em concurso público, tornam-se funcionários do Estado laico, mas querem impor suas crenças aos alunos e companheiros de trabalho. Para a Comissão, é preciso que as autoridades competentes ajam de acordo com a lei e que o País se una pela aplicação da Lei 10.639/03. A CCIR encontra-se solidária aos que têm, na imagem destruída, representações de fé”.
A Lei nº 10.639/2003 estabelece a obrigatoriedade da temática 'História e Cultura Afro-brasileira' na educação básica a nível público e privado.
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