Sexta-feira, 23 de maio de 2014
O Diretório Central dos Estudantes da UniverCidade (DCE-UC) enviou há pouco ao OPINÓLOGO uma resposta ao empresário Ronald Levinsohn, ex-proprietário dessa instituição de ensino superior (IES), que recentemente publicou no jornal 'O Globo' o artigo 'Trapalhada do MEC', no qual chamava os gestores do Ministério da Educação de 'aloprados', por causa do descredenciamento da mesma. Segue o texto na íntegra:
O Diretório Central dos Estudantes da UniverCidade (DCE-UC) enviou há pouco ao OPINÓLOGO uma resposta ao empresário Ronald Levinsohn, ex-proprietário dessa instituição de ensino superior (IES), que recentemente publicou no jornal 'O Globo' o artigo 'Trapalhada do MEC', no qual chamava os gestores do Ministério da Educação de 'aloprados', por causa do descredenciamento da mesma. Segue o texto na íntegra:
“Resposta à publicação de Ronald Guimarães Levinsohn na Coluna Opinião – Jornal O Globo (20/05/2014)
Ao abrir a coluna 'Opinião' do Jornal O Globo na terça feira, tivemos uma (des)agradável surpresa ao ler o texto que seguia, cujo autor era o Senhor Ronald Levinsohn. O mesmo discorria sobre a tragédia que se abateu na UniverCidade com o descredenciamento feito pelo MEC.
Ronald Levinsohn. Alguém se recorda deste nome? Bem, para os mais esquecidos, não custa lembrar uma parte de sua história: Antigo dono da UniverCidade, seu nome é bastante conhecido desde os anos 80, quando o Banco Central interviu no Grupo Delfin, sob seu comando. Logo após, os escândalos e fraudes vieram à tona. Dentre as peculiaridades comentadas sobre este senhor, uma das mais difundidas é sobre o seu costume de comprar jornalistas... Mas vamos adiante.
Vamos até o Centro Universitário da Cidade, a UniverCidade. Mais um capítulo permeado de irregularidades na vida do sr. Ronald. Embora envolto de obscuridades, é sabido que um grupo chamado Galileo Educacional – sem passado, como bem citou o Sr. Levinsohn – comprou, num esquema ilegal, a UniverCidade e a Gama Filho com o aval do Ministério da Educação, que já sabia de antemão sobre os nebulosos antecendentes do Grupo. Obviamente, o Sr. Ronald aqui omite a sua participação no esquema. Nenhuma surpresa.
Ronald Levinsohn narra em seu texto, com bastante conhecimento de causa, os eventos vividos nestes anos de (péssima) gestão da Galileo Educacional. Cita os principais fatos e incontestáveis ilegalidades cometidas por este, detalhando números e frisando o lavar de mãos de um Ministério incompetente. Porém, ignorantemente, este senhor faz questão de culpar o movimento LEGÍTIMO de alunos, professores e funcionários pelo que chama de 'balbúrdia': a união da comunidade acadêmica que foi às ruas e ao Planalto Central LUTAR por um direito seu; brigar por um espaço que nunca deixou de ser desta comunidade desde a antiga mantença da Assespa. Ressaltamos que esta luta não teve início na gestão do Grupo ciminoso Galileo, mas ainda sob controle de Ronald Levinsohn, que já era desaprovado pelo corpo docente e discente. Em sua gestão, fez de tudo para PROIBIR qualquer tipo de diretório e demitir professores que tentaram iniciar uma Associação Docente. Por conveniência, obviamente. Deixava claro não gostar dessas 'mobilizações'.
Gostaríamos de saber, diante de tanta cara de pau, o porquê o Presidente da Associação São Paulo Apóstolo, se omitiu por toda a gestão do Grupo? Fica cada vez mais óbvio que já sabia do que estava por vir. Nos parece que agora Ronald Levinsohn ressurgirá como o 'Salvador da Pátria', após passar todo este tempo assistindo de camarote a decadência, esperando o momento certo para entrar em cena! Perguntamos: Se é coisa de 'aloprados', senhor Levinsohn, por que não reassumiu a Instituição (de onde o senhor nunca saiu, diga-se de passagem)? Ao final, este senhor já sentencia sua vitória: 'O mais grave é que a Galileo não cumpriu as obrigações previstas nos contratos que celebrara com as sociedades mantenedoras, e a Justiça certamente os anulará, devolvendo a Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa), antiga mantenedora da UniverCidade(...)' É realmente muita pretensão – ou confiança mas armações que há dentro deste Ministério da 'Educação'- achar que sairá no lucro às custas do sofrimento de tantas pessoas.
Vivemos num país onde a Educação é tratada como mercadoria, e a gestão de Levinsohn e do Grupo Galileo ratificam este fato. A nossa é que a Galileo não cumpriu as obrigações previstas nos contratos que celebrara com as sociedades mantenedoras, e a Justiça certamente os anulará, devolvendo a Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa), antiga mantenedora da UniverCidade(...)' É realmente muita pretensão – ou confiança mas armações que há dentro deste Ministério da “Educação”- achar que sairá no lucro às custas do sofrimento de tantas pessoas.
Vivemos num país onde a Educação é tratada como mercadoria, e a gestão de Levinsohn e do Grupo Galileo ratificam este fato. A nossa luta é contra a mercantilização da educação, e vamos levá-la à frente até que todos conheçam os verdadeiros culpados pela falência do ensino superior privado brasileiro.
DCE Sete de Setembro - "Saudações a Quem Tem Coragem”.
Mesmo sem ter mais vínculo legal com a UniverCidade, apenas o afetivo, esse diretório estudantil fez o que o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) e a Associação Docente da Cidade (Adoci) deveriam ter feito: dar uma resposta.
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