Grupo Galileo Educacional processa União e quer indenização de R$ 6,9 bilhões por descredenciamento da UGF e UniverCidade

Sábado, 08 de março de 2014

O Grupo Galileo Educacional entrou com uma ação na 5ª Vara da Justiça Federal para pedir R$ 6,9 bilhões de indenização por danos materiais pelo descredenciamento da Universidade Gama Filho (UGF) e do Centro Universitário da Cidade, no Rio de Janeiro, há quase dois meses, feito pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), segundo o portal “G1”, neste sábado (8/3). Os réus são: a União, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante – que agora está na Casa Civil –, seu sucessor, José Henrique Paim, e o secretário Jorge Messias.

Imagem: OPINÓLOGO / Diego Francisco / Arquivo
Estudante recebendo o histórico
no dia 28 de fevereiro
O comunicado a determinados veículos de imprensa foi feito pela assessoria de comunicação da mantenedora. No entanto, o processo foi aberto na última quinta-feira (6) e tem entre os advogados o reitor da UniverCidade, Manoel Messias Peixinho.

O grupo gestor teria alegado que o descredenciamento ocorreu com menos de 30 dias de aberto o processo administrativo pela Seres, cuja portaria determinava esse prazo para que a defesa fosse apresentada perante o órgão. O cálculo da indenização foi feito com base nas mensalidades e em uma projeção de perda de arrecadação para os próximos 15 anos.

A UGF e a UniverCidade foram descredenciadas por suposta 'baixa qualidade acadêmica'. Por aproximadamente dois anos, alunos enfrentaram várias greves decorrentes de atrasos salariais de seus docentes.

Vale lembrar que existe outro processo recente de autoria do grupo Galileo Educacional contra os antigos sócios da UGF, que pede a anulação das debêntures de R$ 100 milhões e compara os membros da família Gama Filho à saga do filme “O Poderoso Chefão”. E na direção oposta há também uma ação dessa parentada contra o grupo educacional, a fim de garantir dívidas contraídas durante a nova administração.

Documentação dos alunos

Enquanto isso, em “Banânia” – toma-se emprestada a palavra do jornalista Reinaldo Azevedo –, não se sabe quando os discentes da UGF vão receber a documentação para que possam realizar transferência para outra instituição de ensino superior (IES), tendo em vista que até o momento nenhum cronograma foi divulgado. E para completar, o site está fora do ar há duas semanas. Se estivesse em funcionamento, seria uma alternativa para que se pudesse imprimir, mesmo não oficial, o histórico.

Imagem cedida ao OPINÓLOGO
Traduzindo: jornalistas, opinólogos...
Já na UniverCidade, o prazo para a retirada da papelada acadêmica termina na próxima segunda-feira (10). Contudo, somente os formandos do segundo semestre de 2013 e os estudantes não formados podem se dizer sortudos. Os que concluíram graduação antes disso não podem falar o mesmo. OPINÓLOGO conversou com alguns destes, que preferem não ter seus nomes revelados, que foram informados nas unidades não haver nenhuma previsão quanto à entrega do certificado de conclusão.

Quem fosse até o campus Gonçalves Dias, da UniverCidade, no Centro, nessas quinta e sexta-feira (6 e 7, respectivamente), se depararia com um cartaz informando ser proibida a entrada de pessoas estranhas ao recinto. Mesmo se tratando de uma IES, é preciso relevar o português do texto.

4 Comentários

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  1. Eles não passam de um bando de vermes. Eu já estava resignada que não seriam punidos mesmo, então só queria seguir minha vida, mas agora,será o maior ABSURDO da história se esses ladrões imundos que prejudicaram e destruíram a vida de tanta gente ainda sair ganhando nessa. Enquanto isso funcionários, alunos e professores estão aí lutando e sofrendo para reconstruírem suas vidas. Eu terei vergonha de ser brasileira, sou capaz de mudar de nacionalidade se essa vergonha e desonestidade acontecer.

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  2. nada mais me espanta. Até o sucesso dos galileus numa ação - é uma possibilidade "legal" de aumentar e dividir o bolo - afinal, as eleições estão aí

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  3. O argumento da Galileo no processo é o de que o descredenciamento ocorreu antes do prazo de 30 dias estabelecido pela portaria do MEC.

    Bem, senhores e senhoras, cidadãos brasileiros sem cidadania, como gostam de defecar na nossa cabeça cidadã, tudo é possível e também impossível no reino das máfias.

    Vai acabar sobrando para o Estado, quer dizer para o povo brasileiro que paga seus impostos e espera retorno em obras e serviços públicos.

    Não me surpreenderia se o descredenciamento tiver sido deslanchado antes do prazo por razões financeira-político-eleitoral ou financeira-pessoal.

    Enquanto isso os professores e demais funcionários aguardam na fila eterna
    judiciário e se alimentam de bosta "vencida" de besta, burro, jegue ou algum animal similar.

    Professor Universal

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  4. ENQUANTO A JUSTIÇA NÃO ANDA, A UNIESP CONTINUA A COMPRAR NOVAS INSTITUIÇÕES, ONDE AS GRANDES NÃO FOCAM, QUEREM GRANDES FACULDADES E UNIVERSIDADES...AINDA BEM QUE O MEC SUSPENDEU NOVAS AQUISIÇÕES, POIS O QUE INTERESSA SÃO OS ATIVOS, ALÉM DE NÃO PAGAR AS FACULDADES QUE COMPROU...POIS
    A JUSTIÇA ESTÁ ATOLADA E A UNIESP JÁ CRIA UM FIES PARTICULAR COM BANCOS PRIVADOS, PEITANDO O MEC....PENSAR PROFESSORES...

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