Informação atualizada em 20/07/2013, às 19h23
Funcionários administrativos da UGF desistem de fazer greve, mesmo sem grana.
Funcionários administrativos da UGF desistem de fazer greve, mesmo sem grana.
“Considerando os procedimentos administrativos da mantenedora [grupo Galileo Educacional], fica a suspeita que o custeio da UniverCidade [Centro Universitário da Cidade] está abalando a possibilidade de autossustentação da UGF [Universidade Gama Filho], e que as operações da mantenedora não correspondem a um real cenário de investimentos, com recursos próprios dos acionistas, porém na aquisição de novos endividamentos com o sistema financeiro, ao custo de novas rondas de sequestro dos salários – comprometendo a regularização e continuidade das atividades acadêmicas”, manifestou a Associação dos Docentes da Gama Filho (ADGF), em mensagem encaminhada, nessa sexta-feira (19/7), à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Até então, não se tem qualquer tipo de informação de que isso realmente esteja acontecendo, já que não se sabe praticamente nada da real situação financeira do grupo educacional. Não é novidade para ninguém, que as duas instituições possuem dívidas, principalmente na área trabalhista. No Centro Universitário, por exemplo, professores ainda não teriam recebido o 13° salário de 2007, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a contribuição sindical, descontados em folha, não estariam sendo pagos desde 2003. Só com o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), estima-se que a pendência poderia chegar a R$ 1 milhão, e que haja ao menos 200 processos de professores e ex-professores contra o grupo, a maioria por ações individuais.
A Associação aproveitou para cobrar ao secretário Jorge Messias a ata da reunião da comissão, que está acompanhando a crise das duas instituições de ensino superior (IES) desde o último dia 18 de abril, quando foi instalada, e as respostas que a gestora ficou de fornecer ao Ministério, por exemplo, sobre dados financeiros, de acionistas, entre outras coisas.
Em pelo menos duas ocasiões, essa mesma Secretaria havia solicitado informações aos gestores: a primeira em março deste ano, e a segunda, em maio agora. Inclusive, uma comissão formada por deputados federais chegou a fazer o mesmo, no último dia 11 de abril. Não se sabe se tais documentos chegaram a ser entregues.
Funcionários administrativos desistem de fazer paralisação
Mesmo sem terem recebido o salário de junho e o vale-transporte do mês corrente, funcionários administrativos da UGF desistiram de fazer paralisação, que estava programada para a zero hora dessa sexta-feira (19), conforme assembleia da última segunda-feira (15). Em novo evento ontem (19), resolveram voltar ao trabalho, porém mantendo o 'estado de greve', uma vez que pelo menos 50 por cento da categoria não teria aderido ao movimento, informou o sindicato da classe (SAAE-RJ).
O corpo administrativo acabou tomando atitude idêntica a dos profissionais de educação da Gama Filho, por desistirem de interromper as funções.
Ocupação na UGF
Imagem: OPINÓLOGO / Diego Francisco
Imagem: OPINÓLOGO / Diego Francisco
Enquanto isso... os discentes da UGF, principalmente os de Medicina, continuam no novo 'lar': a reitoria da instituição, no campus da Piedade. Desde quando foi ocupada, na última segunda-feira (15), eles dormem no local (foto), estudam lá para as provas que estão ocorrendo, e por aí vai... A presença deles é feita por revezamento e de acordo com a disponibilidade de cada um.
Greve na UniverCidade
Como muitos estão ciente, pelo menos os que acompanham este site, professores da UniverCidade continua em greve, desde o último dia 15 de julho, por causa do não recebimento do pagamento do salário de junho acrescido de um terço das férias de 2011, conforme acordo feio entre a categoria e a mantenedora. Todavia, essa interrupção é parcial, não tendo sido aderida pelo menos entre os profissionais de Direito, por exemplo.
Em uma mensagem de texto enviada para o celular de um dos dirigentes da ADGF, o presidente do grupo educacional, Alex Porto, teria dito que estaria finalizando algumas exigências, para depositar a devida grana. A chance de que esta pudesse cair nas contas até essa sexta-feira (19) seria de '99,98%'. Não há detalhes se esse dinheiro seria procedente de um empréstimo que a mantenedora estaria tentando fazer com o Banco Cédula, dando como garantias alguns bens, os quais não foram identificados.
A Associação Docente da Cidade (Adoci), que foi lançada oficialmente em junho deste 2013, frisou que houve promessas de pagamento para este mês, e que não foram compridas, nos dias: 5, 10, 12, 15, 18 e 19.
Já o Diretório Central Estudantil (DCE-UC) está organizando uma manifestação para as 18h da próxima segunda-feira (22), que sairá do campus Gonçalves Dias, no centro, até o prédio da gestora, a alguns quarteirões, na Rua Sete de Setembro. Só falta saber se vai ter gente suficiente para isso, uma vez que muitos alunos dessa instituição costumam ser alheios aos próprios problemas. São sempre as mesmas caricaturas que comparecem, dá para saber de cor e salteado quem vai ou não.
Já o Diretório Central Estudantil (DCE-UC) está organizando uma manifestação para as 18h da próxima segunda-feira (22), que sairá do campus Gonçalves Dias, no centro, até o prédio da gestora, a alguns quarteirões, na Rua Sete de Setembro. Só falta saber se vai ter gente suficiente para isso, uma vez que muitos alunos dessa instituição costumam ser alheios aos próprios problemas. São sempre as mesmas caricaturas que comparecem, dá para saber de cor e salteado quem vai ou não.
Prezados Amigos,
ResponderExcluirAntes de tudo gostaria de parabenizar o jornalista Diego Francisco pela excelente cobertura dada aos fatos associados à crise que envolve a Universidade Gama Filho e a Univercidade.
Li a reportagem acima e concordo plenamente com vc Diego!!! Não se sabe nada acerca da real situação financeira em que nos encontramos!! Como já foi divulgado pela própria mantenedora na CPI das IES privadas, as dívidas de ambas UGF e UC somavam R$ 900 MILHÕES. As dívidas trabalhistas estão presentes em ambas as instituições, que não depositam o FGTS do trabalhador, não pagam os direitos trabalhistas nas demissões, não repassam o recolhimento de INSS e não repassam de Imposto de Renda para a receita federal (vejam na Receita Federal!!).
Sou professor da UGF, e neste momento seria leviano levantar suspeitas, ou até mesmo afirmar, que a dívida é culpa de uma ou de outra instituição, até mesmo por que as duas estão afundadas em lama e dívidas geradas por administrações anteriores fraudulentas, que enriqueceram famílias tradicionais do RJ, e burlaram obrigações trabalhistas de direito dos trabalhadores. Não vamos incutir na mesma falha da mantenedora em jogar qualquer tipo de informação ao vento, e esperar que “cole”!!! Sejamos competentes para ver o que realmente acontece, em vez de elucubrar bobagens!! Este documento enviado para o MEC teve aprovação de assembleia ou convocação de reunião por parte da ADGF?? Se não, acho que a opinião emitida em tal documento reflete apenas a opinião de um pequeno grupo de pessoas!!
Somente quem não quer enxergar deixa de ver os erros de administração que são executados na UGF e na UC. Não há investimento em crescimento na UGF e na UC com dinheiro externo, e somente com a entrada de recursos vindos de mensalidades. É claro que só houve investimento no momento da compra e não da manutenção do sistema de ambas, que está quebrado por incompetência administrativa.
Em vez de ficarmos parados, emitindo pareceres infundados e frases/textos de efeito, façamos realmente um movimento de parada de fato!!! Não podemos esperar os alunos tomarem alguma atitude por nós, professores!! Nós temos que tomar nossas próprias atitudes como docentes!!!
Infelizmente, para que possa encerrar meus comentários, vejo com tristeza o termino da greve dos funcionários!!! Como avaliar a adesão em um movimento de greve em menos de 24 horas?? Seria possível isto?? Acredito que só olharam para os setores que nunca param como secretárias da reitoria, direções e outros locais mais que se acham importantes.... E os funcionários que ganham menos?? E os auxiliares de serviços gerais e profissionais que ganham menos?
Tenho mais algumas perguntas: Como os funcionários conseguirão comparecer aos seus postos de trabalho sem recursos financeiros para passagem e alimentação no trabalho ou em casa? Como o sindicato vê esta situação? Quais seriam as sugestões e os recursos de fato que o sindicato dos trabalhadores administrativos de IES tem para este problema? É certo fazer com que o trabalhador execute as suas atividades e gaste dinheiro de suas economias para que possa trabalhar em um local que não respeita este funcionário como deve??
Diego, muito obrigado por ter este espaço importante para que possamos colocar nossos pontos de vista e opinar sobre problemas tão importantes!!
Saudações,
Jorge Ramos.
Peixinho liga para Alex Porto e solta mais uma pérola...
ResponderExcluirpeixinho: Aì chefinho, já solicitei a ADGF e voltar as aulas sem receber salários, sem informações, sem nada... eles são um bando de otários...e solicitei a inversão das duas últimas letras:
ADGF - Associação dos Docentes da Gama Filho
para
ADFG - Associação dos Docentes Financiados pela Galileo.
damos uns trocadinhos para a ADFG e eles convencem todos os professores otários a "doar" aulas, "doar" provas e trabalhar o resto do periodo de graça...
Alex Porto: Ok... tá tudo dominado...diz aí pros trouxas que a
possibilidade passou de 99,98% para 99,99% mas não vão receber tão cedo....não esqueça de me trazer meus presentes da França...
A greve é legítima porém ninguém é obrigado aderir a mesma, vai do bom senso de cada um...
ResponderExcluirDesde o dia 15/07, os professores estão em greve, como informa o site do SimproRio (Sindicato da categoria) e vem publicando até então.
Eu, que por esta fonte venho acompanhando a greve, tive a surpresa em saber que alguns estariam aplicando A2, em razão disso não fiz 2 dessas.
A pergunta vai... o que o sindicato vai decidir em prol dos estudantes que se basearam na greve e não foram pra Faculdade e com isso perderam A2 pq alguns não aderiram ? como fica o direito dos alunos?
a resposta é prévia. Não vai dar em nada,..mais uma vez o aluno se ferra!
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