Ucam entra em greve

Quarta-feira, 05 de junho de 2013

Professores não teriam recebido ainda os salários de março, abril e maio, entre outros passivos trabalhistas, segundo o Sindicato.

Mais uma instituição de ensino superior (IES), no Rio de Janeiro, decidiu entrar em greve. Dessa vez, foi a Universidade Cândido Mendes (Ucam), em assembleia realizada no último dia 28 de maio, cujo início foi no dia seguinte (29). Os professores exigem: os pagamentos dos meses de março, abril e maio deste ano; de férias e do 13° salário correspondentes aos anos de 2010 e 2011; e  do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Ontem (4/6), em nova assembleia no auditório da Instituição, a categoria optou por manter a greve. Um representante da Ucam teria comparecido e apresentado uma proposta, no entanto teria sido rechaçada pelos profissionais, de acordo com o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), que não detalhou o conteúdo dessa proposta, tampouco se a interrupção das atividades teve adesão geral ou parcial. Uma nova reunião está marcada para o próximo dia 11 para avaliar a situação.

A Ucam não foi a única IES carioca a interromper suas atividades este ano por causa de débitos trabalhistas. Outras que seguiram o mesmo caminho foram o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e a Universidade Gama Filho (UGF).

Sabe-se que a Ucam chegou a ser citada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que averiguava supostas irregularidades nas IES privadas fluminenses. Inclusive, o presidente da Sociedade Brasileira de Instrução (mantenedora da Ucam), Cândido Mendes, e o pró-reitor, Alexandre Gazé, tiveram indiciamentos sugeridos pelos deputados da CPI, no relatório que foi votado e aprovado no último dia 18 de abril.

Em outubro passado, por exemplo, em audiência na Alerj, o presidente da mantenedora teria afirmado que o montante da dívida da Ucam seria de R$ 50 milhões, além de admitir o não pagamento do FGTS e o repasse das contribuições ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Os parlamentares também tentaram apurar os convênios que a Universidade Cândido Mendes teria com outras instituições, como a AVM Faculdade Integrada, por exemplo, o que foi considerado “ilegal” pelo relator da CPI, o deputado Robson Leite (PT-RJ), tendo em vista que a Ucam é uma instituição filantrópica.

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