Funcionários administrativos da UniverCidade e da Gama Filho poderão também fazer greve por atrasos salariais

Informação atualizada em 16/03/2013, às 2h03

Ao que parece, os atrasos salariais não afetaram somente aos docentes do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e da Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro, como também os dos colégios Cidade e Gama Filho, vinculados a ambas instituições de ensino superior (IES), respectivamente. E agora, aos funcionários administrativos das duas primeiras, que ameaçam entrar em greve se não recebessem até esta sexta-feira (15/3).

Está sendo convocada para a próxima segunda-feira (18) uma assembleia para os funcionários da UniverCidade e do Colégio Cidade – ambos fazem parte da Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa) –, no Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado do Rio de Janeiro (SAAE-RJ), para analisar a possibilidade de deflagrar greve. A mesma ocorrerá em duas convocações: a primeira, às 17h30, e a segunda e última, às 18h30.

Já no caso do administrativo da UGF, o mesmo evento aconteceu no último dia 12 de março, podendo a greve ser iniciada desde a zero hora desta sexta-feira (15).

Apenas os empregados que ganham até R$ 1,3 mil, teriam esta semana o pagamento de fevereiro em conta, enquanto os que recebem acima disso, até o próximo dia 2 de abril, informou o Centro Acadêmico Albert Sabin de Medicina da Gama Filho (Camed).

A possibilidade de greve acontece justamente quando os docentes das IES estão parados, mesmo que ainda parcialmente.

Greve no ano passado

Caso o quadro administrativo da Assespa opte pela greve, seria a segunda em menos de um ano, desde que a Associação passou para as mãos do grupo Galileo Educacional. Em maio passado, também por causa de atrasos salariais, a categoria interrompeu os trabalhos por duas semanas. Esses profissionais também chegaram a fazer uma manifestação em frente à reitoria, no centro do Rio.

Se o administrativo da Gama Filho resolver mesmo aderir ao movimento, será sua estréia desde que foi adquirido pela mantenedora.

À diferença dos docentes, que podem atuar em mais de uma instituição educacional, os administrativos não têm essa opção, pois muitos trabalham integral e em regime de dedicação exclusiva, portanto e sob um ponto de vista lógico, aparentemente só têm uma fonte de renda.

3 Comentários

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  1. Professor Galileu - PARTE IVa
    Meus queridos, mais uma vez, boa tarde.
    "Quando a burrice, ou a loucura, ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente, sai um saneamento. Nós provavelmente estamos no limite desse período". Jorge Gerdau
    Se, por um lado, a fumaça preta do Vaticano mudou de cor em apenas dois dias; a nossa não tem perspectiva de mudar tão cedo. Isso se dá em razão da estrutura pela qual a reivindicação de nós, docentes, vem sendo costurada. Possivelmente amanhã, tentarei expor a necessidade da urgência. Hoje, no entanto, focarei apenas no processo de solução desse impasse. Alunos, relembro o que disse ontem: a posição de vocês não é tão ruim como a dos docentes (e funcionários)...! Mas nada que não possa piorar, trabalhemos concertadamente.
    Não vou considerar a possibilidade de, ao mesmo tempo em que disputamos uma queda de braço com a Galileu, esta esteja ganhando força em a sua possível guerra junto ao MEC e ao governo para tentar negociar uma saída – como empréstimo e/ou renegociação da dívida -, embora o faça com uma cúpula como esta, totalmente desacreditada. A força política histórica dessas instituições, infelizmente, não deve ser desprezada... mas tentemos ignorar isso.
    Como disse, meu foco é no processo negociador. A atuação do Sindicato continua ultrapassada, com atuação semelhante a meados do século passado. Aparece uma pseudo-proposta sabe-se lá de onde, que todos já sabem que não será aceita, marcam-se duas assembleias para se decidir o óbvio e outras para as semanas seguintes, esperando-se que um milagre aconteça. De reunião em reunião, passaram-se 40 dias em 2012 e nenhuma mudança estruturante ocorreu. Se ficarmos na média de reuniões semanais, faltam só mais 4 assembleias para superarmos o período de greves do ano passado... e a alternativa é...? Não digo alternativa político-penal, pois isso vem ocorrendo junto à CPI (e seus possíveis desdobramentos), com destaque, rendo-me, também ao Sinpro. (continua)

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  2. Professor Galileu - Parte IVb
    Não nego a vontade política de continuidade da greve, questiono a forma como esta vem sendo conduzida. O tratamento a essa greve é ordinário, mas esta greve não é ordinária, estamos no limite. Aproprio-me das palavras do Gerdau, ao criticar o governo Dilma, para resumir a nossa situação.
    Só com panfletagem, contabilização de notícias, agendamento de entrevistas, a realidade não mudará: faz bem a massagem do ego, mas não resolverá o problema. Isso porque nem estou entrando na seara ideológica de o sindicato claramente ter apontado sua contrariedade ao ensino superior privado. Ora, se o Sindicato não é a favor das IES privadas, deixá-las “desfalecer” não seria problema... o mais importante para o Sinpro, parece-me, é o relatório da CPI e seus desdobramentos políticos) o que também – repito - por si só não responderá o problema.
    Não há dúvidas de que recursos há, ao menos para professores e funcionários, na medida em que mensalidades estão sendo pagas (sem entrar na veracidadeda “saúde financeira apresentada”). Muitos alunos desistiram de pagar suas mensalidades à instituição. Pensam eles: “Se pago minhas mensalidades (que foram reajustadas) em dia, mas nem os salários, nem as contas são honradas, por que vou pagá-las? Sabe esta IES o que é honra, honrar?”
    Aplausos para atitude proativa dos alunos de depositá-la em juízo: “Antes lá do que em um buraco negro! Quem entende de buraco negro é o Galileu” – pensam os estudantes. Se, nas paralisações anteriores, eles estavam esperando a solução “cair do céu”, a postura, agora, é outra. Professores, até o momento não identifiquei qualquer alternativa que daremos a esses velhos, corriqueiros, recorrentes, problemas.
    Tratar as duas situações idênticas como sendo distintas, por haver dois CNPJs, é comodismo e descrédito jurídico. Há relações fáticas evidentes que demonstram a possibilidade de discuti-las em conjunto, estamos nos polos mais fracos das relações – professores (trabalhista) e alunos (consumerista). É preciso sair do conforto e construir argumentos jurídicos sólidos que fundamentem a necessidade de solução – e não prorrogação – desta crise. Demanda maior esforço, mas é juridicamente possível.
    Termino com uma provocação específica e proposital. No diálogo do Boechat com o Garotinho, eles achincalharam a UNE, por se conformarem com a situação educacional do país, pelo seu recente histórico de subserviência, em suma, disseram que a UNE não representa os interesses dos estudantes. Será que essa atitude do Sindicato de marcações de reunião em reunião, esperando que a resolução “caia do céu” representa a vontade dos professores.
    Será que a intervenção do MEC da forma “festejada” corresponde à vontade dos professores - recebimento dos valores devidos e manutenção do emprego – e ao objetivo social do Sindicato... ou o importante mesmo é só aproveitar o fato político? Qual é a nossa alternativa?
    Abraços.
    PS. Atuação do Sinpro no caso Universidade São Marcos – E os professores?
    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,para-sindicato-descredenciamento-da-sao-marcos-foi-agradavel-noticia,852048,0.htm

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  3. O Grupo Galileu , solicitou moratória por 15 anos para sanear suas dívidas...No blog da jornalista cecilia bhia alguem publicou informações (creio seja a do pastor (lamentável atribuir esse título) a do senhor adenor onde informa que a galileu deve somente 190milhões de reais e enumera o farto patrimonio da galileu ( claro , produto de roubo porque a ficha policial dele conta até lavagem de dinheiro, entre outros dotes do dito cujo. Se alex Porto na alerje informa que o grupo deve 950 milhões.....Temos que apurar os fatos pois se é verdade o publicado no blog da cecilia bahia ele cometeu PERJURIO NA ALERJ.O grupo galileu tem que sofrer intervenção já !!!! lutemos pois para que isso ocorra e possamos presenter aos irmãos metralhas (alex porto, cantieri, robert levinson, paulo gama, vera salvador, marcio andre que foi o causador do inicio do fim e tantos outros com uma linda pulseira de aluminio escovado com correntes). o referido grupo faz dos seus docentes e funcionários de palhaços e de voces alunos, os patos que pagam em dia as mensalidades e ninguem sabe qual o paradeiro delas. Procurem o PROCOM é caso de policia e solicitem a devolução dos meses pagos integralmente.....esse dinheiro pago tenham certeza, não chegou ao bolso dos docentes nem dos funcionarios, então prá onde foi???????????

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