Parando o que ainda nem começou

Professores de Medicina da UGF optam por paralisar funções, até que recebam salários de dezembro/2012 e janeiro/2013; eles organizam manifestação na Alerj no dia 21 de fevereiro.

As aulas na UniverCidade e na Universidade Gama Filho (UGF) – ambas privadas e pertencentes ao grupo Galileo Educacional, no Rio de Janeiro – ainda nem começaram, mas os alunos já podem imaginar os transtornos que poderão enfrentar para que possam ter o primeiro dia de classe. Professores da UGF, em assembleia no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed RJ), na manhã desta segunda-feira (18/2), decidiram interromper as atividades até que consigam receber o salário de dezembro de 2012, além do de janeiro de 2013 e um terço das férias deste ano, segundo a Associação dos Docentes da Gama Filho (ADGF).

A medida vale especialmente para os que lecionam Medicina na Santa Casa da Misericórdia que, à diferença dos demais colegas da Gama Filho e da UniverCidade, não teriam recebido sequer nem a primeira metade do pagamento de dezembro do ano passado. Hoje (18), se iniciariam as aulas com os novos discentes do 3° ao 8° períodos. A paralisação também é válida aos antigos do 9° ao 12° períodos. Para os demais profissionais, foram pagos 50 por cento do salário do ano anterior neste mês de fevereiro.

Ainda, de acordo com a mesma associação, o convênio entre a faculdade e a Santa Casa da Misericórdia supostamente não estaria sendo pago desde junho de 2011.

Estiveram nesse encontro representantes do SinMed RJ, do sindicato dos professores (Sinpro-Rio), da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), além do presidente da CPI das universidades privadas, o deputado estadual Paulo Ramos.

Manifestação 2013

Os professores das duas instituições de ensino estão organizando um “ato público” na Assembleia Legislativa do Estado do RJ (Alerj), para às 10h da manhã da próxima quinta-feira (21), mesmo dia em que representantes do grupo educacional irão depor na CPI supracitada. De lá, pretendem seguir até à reitoria – localizada a algumas quadras –, no centro da cidade, para continuar a manifestação.

Aulas adiadas

O novo ano letivo estava previsto para começar nesta segunda-feira (18), mas foi adiado para o próximo dia 4 de março. Não houve explicações sobre as mudanças por parte das duas universidades.

Enquanto isso, os estudantes ficam apreensivos se com o receio de que haja uma nova paralisação e/ou greve como as que ocorreram entre abril e maio do ano passado.

História antiga

Sabe-se que a crise que tomou conta das duas instituições de ensino é antiga. Pelo menos na UniverCidade, vem se arrastando por mais de 10 anos, inclusive a questão do pagamento do 13° salário de 2007. Mesmo tendo sido adquiridas recentemente por um grupo religioso, os problemas não diminuíram.

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1 Comentários

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  1. Pois é, Diego. Mas mesmo com todo esse caos, é bom ver que pelo menos alguns professores resolveram tomar uma atitude e não esperar mais para ir às ruas!
    A Galileo só vai ser realmente atingida quando vir as proporções do que está fazendo, quando vir que está na mídia!
    Mais uma vez obrigada por cobrir sempre em primeira mão e dar apoio à nossa luta!
    Parabéns pela ótima matéria, como sempre!


    beijos

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