Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Imagem: Fórum Econômico Mundial / Copiada da Wikipédia /
Reprodução / Creative Commons
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| Ele está fora do país e entrará para a lista da Interpol |
Para o Ministério Público peruano, há “diversos elementos probatórios” que o vinculam aos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e de organização criminosa. Toledo, através de um assessor, teria, supostamente, cobrado suborno para passar a concessão da Rodovia Interoceânica Peru-Brasil para a Odebrecht, cuja construção começou em 2005 e só foi concluída cinco anos após. Embora a propina acordada fosse de US$ 35 milhões, só teriam sido pagos US$ 20 milhões.
Alejandro Toledo governou o país de 2001 a 2006, mas as supostas propinas teriam sido pagas entre 2006 e 2010, de acordo com as investigações. Ele está fora do país, mas o juiz Richard Concecpción já determinou que ele fosse incluído na lista de procurados da Interpol.
Por conta do esquema de corrupção que teria atravessado três governos, a empresa se tornou indesejada. No mês passado, por exemplo, o presidente Pedro Pablo Kuczynski disse que a Odebrecht teria que vender seus ativos e sair do país.
A construtora é alvo de investigação em outras nações latino-americanas como Panamá, México, Venezuela, Argentina e República Dominicana, Colômbia, além do Brasil, por exemplo, ademais de Estados Unidos, Suíça, Andorra, Liechteinstein.
Corrupção pode atingir presidente da Colômbia
Na Colômbia, as investigações recaem agora sobre o presidente Juan Manuel Santos. O Ministério Público pediu esta semana que a Justiça Eleitoral investigasse a sua campanha. Os fiscais acreditam que ele possa ter recebido US$ 1 milhão em doações, por meio do ex-senador Otto Nicolás Bula Bula. As investigações apontam que a Odebrecht teria oferecido subornos de aproximadamente US$ 11 milhões entre 2009 e 2014 a agentes públicos, para obtenção de contratos e concessões de vias, entre elas o setor 2 da Rota do Sol, trecho que liga o centro do país à costa. A região é importante, por conta das atividades petrolíferas desempenhadas.
As autoridades colombianas também apuram supostas irregularidades na licitação de obra do aqueduto Tunjuelo-Canoas, um túnel de 82 quilômetros de extensão para canalizar a água poluída do rio Bogotá.
Nos próximos dias 16 e 17 de fevereiro, representantes do Ministério Público colombiano se reunirão com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a respeito de colaboração das investigações sobre a empreiteira entre Colômbia e Brasil.
O governo colombiano disse estar trabalhando para fazer com que a Odebrecht se retire do país. No último dia 16 de janeiro, a empreiteira foi expulsa da Câmara Colombiana de Infraestrutura (CCI), associação que representa empresas de engenharia e de serviços. Foi a primeira vez na história da entidade que um associado foi excluído.
Brasil
No Brasil, o buraco é muito mais embaixo. A empreiteira é investigada por ter doado dinheiro de caixa dois para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT-RS), em 2014, além de entregado propina em espécie ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), por exemplo. Mas, a lista de supostos corrompidos daria para formar alguns times de futebol, pela quantidade de políticos de vários partidos.
Aqui no Brasil, por exemplo, a força-tarefa do Petrolão, outro nome para a Lava-Jato, não conseguiu evidencias para arrestar Lula, ou melhor, para provar que ele tenha, de fato, sido beneficiado por empreiteiras após deixar o cargo.
Aqui no Brasil, por exemplo, a força-tarefa do Petrolão, outro nome para a Lava-Jato, não conseguiu evidencias para arrestar Lula, ou melhor, para provar que ele tenha, de fato, sido beneficiado por empreiteiras após deixar o cargo.
No fim do mês passado, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, homologou as 77 delações premiadas de executivos da Odebrecht. Ela o fez, ao avocar para si a função do falecido ministro Teori Zavascki, morto num trágico e suposto acidente aéreo em Paraty, município fluminense da Costa Verde. Ela decidiu fazê-lo, para não criar embaraço na Lava-Jato, por conta da indicação do presidente Michel Temer (PMDB-SP) para ocupar a vaga deixada pelo magistrado.

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