Quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Informação atualizada em 19/11/2014, às 20h56
Informação atualizada em 19/11/2014, às 20h56
Imagem: Google Mapas / Saulo Bosco / Divulgação
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, nesta quarta-feira (19/11), o Projeto de Lei nº 2.965/2014, que desapropria o campus (foto) da Universidade Gama Filho (UGF), no bairro da Piedade, Zona Norte do Rio, pelo governo do Estado, para a instalação de uma nova instituição de ensino superior (IES).
O texto, do deputado estadual Paulo Ramos (PSOL-RJ), chegou a ser listado na pauta de discussões de ontem (18), mas no decorrer do dia foi retirado, sendo, então, votado no dia seguinte. O mesmo foi apresentado no dia 6 de maio.
O campus da Gama Filho está situado na Rua Manoel Vitorino, nº 533. Tem 13 prédios numa área de 85 mil metros quadrados. Desde que a IES foi descredenciada, em janeiro passado, o bairro passa por um estado de abandono. O parlamentar justificou o projeto, dizendo que os estudantes movimentavam o comércio da região. Sem eles, a violência teria aumentado 73,8%, conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
“Todos nós acompanhamos a tragédia que foi o fim da Gama Filho. Como desdobramento, além dos prejuízos para os alunos e funcionários, constatamos também prejuízo para o bairro, para os comerciantes que viviam em seu entorno. Agora houve a chance de dar o mesmo destino para aquela área. Espero que o governo se sensibilize e instale ali uma nova universidade, uma universidade pública”, comentou.
“Todos nós acompanhamos a tragédia que foi o fim da Gama Filho. Como desdobramento, além dos prejuízos para os alunos e funcionários, constatamos também prejuízo para o bairro, para os comerciantes que viviam em seu entorno. Agora houve a chance de dar o mesmo destino para aquela área. Espero que o governo se sensibilize e instale ali uma nova universidade, uma universidade pública”, comentou.
O texto segue para análise do governador do RJ, Luiz Fernando Pezão, que tem até 15 dias úteis para decidir se o sanciona ou veta.
O deputado Paulo Ramos presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj, entre 2011 e 2012, para investigar supostas irregularidades em IES privadas fluminenses.
O deputado Paulo Ramos presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj, entre 2011 e 2012, para investigar supostas irregularidades em IES privadas fluminenses.
Vale lembrar que no início deste ano, os discentes da UGF reivindicavam que o Centro de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), que é federal, fosse transformado na futura e distante Universidade Federal de Ciências Aplicadas do Rio de Janeiro (UFCARJ) com a inclusão da UGF e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), este também descredenciado na mesma ocasião e pertencente ao nebuloso grupo Galileo Educacional. A ideia de reaproveitamento do campus já tinha sido cogitado pelo deputado federal Bittar (PT-RJ), em fevereiro passado, durante uma reunião no Ministério da Educação (MEC).
Em caso de sanção, seria curioso saber o que os proprietários do imóvel fariam com o dinheiro da indenização: 1) Pagariam dívidas trabalhistas???; 2) Repartiriam entre os sócios???; 3) Nenhuma das respostas anteriores.

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