México: marido acusado de matar resgatista de animais morre após passar mal na cadeia

Segunda-feira, 03 de agosto de 2026

O réu estava preso para responder à denúncia de ter trancafiado a esposa na residência, com dezenas de cães dentro, antes de incendiar o imóvel

Imagem: Fiscalia de Aguascalientes - Redes Sociais
Pedro Delgado foi detido no dia do incêndio

O homem acusado de cometer feminicídio contra a esposa no município mexicano de Calvillo, no estado de Aguascalientes, morreu na última sexta-feira (31/7). Pedro Delgado (foto 1) – identificado apenas como Pedro “N” pelo Ministério Público estadual e por parte da imprensa –, de 57 anos, teve convulsão na cela do presídio onde estava, foi transferido para o Hospital Miguel Hidalgo, onde faleceu horas depois, segundo a Televisa. A vítima era a ativista Elvia Ramírez Loera (foto 3), de 61 anos, que atuava no resgate de animais em situação de rua.

O óbito do réu está sob investigação, de acordo com o portal Infobae. O crime aconteceu na madrugada da segunda-feira passada (27), quando Pedro Delgado trancafiou a esposa no quarto, com dezenas de cachorros na residência, e ateou fogo ao imóvel (foto 2). O caso gerou forte comoção no México.

Imagem: Bombeiros Calvillo - Redes Sociais
O incêndio começou por volta de 1h30 no horário local e só foi controlado às 6h

A ativista faleceu por conta das queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 90% do corpo, além de ter inalado muita fumaça. Já o esposo havia se queimado em um dos braços e teve inalação leve.

Ele foi preso em flagrante, levado para um pronto-socorro para ser medicado e depois transferido para uma cadeia no mesmo estado. Durante audiência de custódia, teve a captura convertida em prisão preventiva oficiosa – para casos de crimes hediondos e nos quais o Ministério Público não precisa justificar a necessidade da medida perante o ordenamento jurídico mexicano.

Imagem: Redes Sociais - Divulgação /
Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
Elvia Ramírez

Antes de morrer, Elvia Ramírez (foto 3) teria relatado aos paramédicos que o marido – com quem vivia há dois anos – havia bloqueado a porta e as janelas, despejado gasolina nela e nos animais, antes de incendiar o imóvel.

A grande maioria dos cachorros conseguiu se salvar depois que os vizinhos arrombaram a porta e as janelas. Parentes da defensora dos animais buscam um novo lar para os animais que a vítima cuidava, uma estimativa de 40 a 60, de acordo com diferentes portais noticiosos.

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