Segunda-feira, 06 de julho de 2026
O país contabiliza mais de 16 mil feridos; os dois tremores ocorreram em junho passado
Imagem: Redes Sociais - Print screen - Divulgação /
Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
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| Para qualquer lado que se olhe, o cenário é de destruição e de caos |
Aumentou para 3.535 o número de vítimas fatais nos dois terremotos que sacudiram a Venezuela no último dia 24 de junho. Os dados atuais foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, deputado Jorge Rodríguez, na tarde desta segunda-feira (6/7), por meio das redes sociais.
Ainda segundo o parlamentar – que é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez –, o país contabilizou até o momento 16.740 feridos. As estatísticas podem ter alterações à medida que as ações de resgates continuam em andamento.
Ao menos 17.854 pessoas estão desalojadas devido à perda ou à impossibilidade temporária de retornar às suas casas. Entre os 1.046 imóveis afetados, 190 ficaram completamente comprometidos e outros 856 apresentaram algum dano estrutural.
Nos últimos dias, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, tem defendido seu governo em meio às críticas pela gestão da crise no socorro às vítimas. Já o fez em conferência de imprensa e também durante as celebrações dos 215 anos da independência do país nesse domingo (5).
Um efetivo de 29.567 agentes, incluindo bombeiros, policiais e socorristas, atua nas operações de salvamento de pessoas nos escombros, além de 27.930 voluntários, somados a outros 4.338 resgatistas internacionais.
Os dois abalos sísmicos foram de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter e ocorreram num intervalo de 39 segundos, com epicentros na cidade Yumaré, no estado de Yaracuy. Desde o dia 24 de junho, já foram registradas ao menos 1.048 réplicas, de acordo com o governo bolivariano.
A atual crise humanitária na Venezuela também produz efeitos políticos, ao atrasar um eventual processo de transição democrática após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por militares norte-americanos, no último dia 3 de janeiro.

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