Cineasta e escritora Maria Letícia lança livro em noite de autógrafos, no Rio

Domingo, 14 de junho de 2026

Ela é viúva do ator Emiliano Queiroz, com quem viveu e trabalhou por mais de 50 anos

Imagem: Diego Francisco - Opinólogo / Qualidade da foto melhorada com inteligência artificial
Maria Letícia levou 40 anos para concluir a obra

O evento


A cineasta e cineasta Maria Letícia, de 79 anos, lançou o livro “O Vampiro Cotidiano” em noite de coquetel e de autógrafos na última sexta-feira (12/6), na Livraria Argumento, no Leblon, Zona Sul do Rio. Opinólogo esteve presente.

O evento reuniu familiares, amigos e antigos colegas de trabalho, com destaque para os atores Rosamaria Murtinho e Tadeu Mello, a jornalista Hildegard Angel, a escritora Susana Fuentes e os cineastas Eunice Gutman e Roberto Athayde, entre outros famosos.

Vídeo: Fernando Cezar - Relíquias do Visconde / Material cedido ao Opinólogo
Entre um autógrafo e outro, Maria Letícia conversava com os convidados


O livro


“O Vampiro Cotidiano” é um romance com pitada de terror e de humor publicado em 158 páginas. É uma produção independente que começou a ser desenvolvida há mais de 40 anos, literalmente um projeto de vida.

Durante a pandemia de coronavírus (covid-19), Maria Letícia precisou fazer uma pausa na elaboração do projeto por ter contraído a enfermidade. A experiência com uma doença que ceifou milhões de pessoas mundo afora fez com que ela tivesse uma nova perspectiva sobre vida e morte e traduzisse isso no novo trabalho.

A contracapa do novo livro é assinada por Roberto Athayde, de 77 anos, com quem compartilha a coautoria de “O sonho de Dom Bosco” (2011). A obra aborda o aniversário de 50 anos de Brasília.

Trajetória


Além de escritora e cineasta, Maria Letícia também é atriz, diretora, figurinista e produtora cultural. Começou a carreira em 1960, aos 13 anos. Atuou em filmes como “Macunaíma” (1969), “Um Brasileiro chamado Rosaflor” (1976) e “Amor Maldito” (1984).

Ela dirigiu filmes como ‘Primeiro de Abril, Brasil’ (1989), “O Amigo Invisível” (2006), além de ter produzido peças teatrais como “A Dama de Copas e o Rei de Cubas” (1973-1974), “Feira Livre” (1979), entre outros.

“Primeiro de Abril, Brasil” foi seu primeiro longa-metragem, cujo roteiro foi produzido em parceria com o marido – o ator Emiliano Queiroz – e lhe rendeu premiações como: o de Melhor Direção, no Festival de Curitiba; o de Montagem, além do Kikito de Melhor Atriz para Rosamaria Mutinho, ambos no Festival de Gramado.

“O Amigo Invisível” foi inspirado no livro homônimo, de sua autobiografia, publicado em duas edições, em 1999 e 2004. A obra é inspirada em suas memórias de infância no início dos anos de 1950 e no relacionamento com um amigo imaginário chamado Gabriel.

Vários dos trabalhos artísticos foram realizados em parceria com o ator Emiliano Queiroz, com quem foi casada por 51 anos. Juntos, eles criaram 14 filhos e tiveram oito netos e três bisnetos.

Além de trabalhar com o esposo em projetos artísticos, Maria Letícia teve a oportunidade de homenageá-lo em vida com a biografia “Emiliano Queiroz – Na Sobremesa da Vida”, publicada em 2006.

A título de curiosidade, para além da carreira nos universos cinematográfico e literário, Maria Letícia também é advogada e, aos 23 anos, se tornou professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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